CN Tower em Toronto: o que saber antes de ir

Pode-se dizer que a CN Tower é um dos principais símbolos de Toronto. Com 553 metros de altura, é a terceira maior torre do mundo e já foi a construção mais alta do mundo (sendo superada em 2007 pelo Burj Khalifa, em Dubai). Foi construída em 1975 como uma torre de comunicação e, hoje, também funciona como atração turística e cartão postal de Toronto, destacando-se no skyline da cidade.

Foto do skyline de Toronto de dentro do Lago Ontario, ao fim da tarde
Skyline de Toronto com destaque para a CN Tower

E por ser uma atração turística, é natural querermos visitá-la e conhecê-la. Mas qual o valor? Até onde podemos subir? Tem desconto? Vale a pena?

Bem, sou um pouco suspeita pra falar por já visitei a CN Tower duas vezes, então na minha opinião, vale, sim. Inclusive, uma das vezes foi no inverno e a outra no verão (já explicando as diferenças de neve/sol nas fotos). Se você está em dúvida ou quer organizar a sua visita, este post está aqui pra te ajudar!

a torre

Em primeiro lugar, é importante saber que a CN Tower em Toronto conta com três níveis de observação: o principal (LookOut Level) a 346 metros do chão, um inferior a 342 metros de altura, e um bem mais alto (SkyPod), a 447 metros de altura. O ingresso convencional (General Admission) dá direito aos dois primeiros. Para subir até o SkyPod é necessário comprar um ingresso separadamente, sobre o qual eu vou explicar depois.

Logo na entrada, há um detector de metais e um segurança inspeciona os nossos pertences. Não há armários ou guarda-volumes no local. Se você ainda não tiver comprado os ingressos, a bilheteria fica após a inspeção.

O tour começa com um salão com painéis explicativos sobre a construção da torre e sua história, ainda no térreo. Se você não tiver com pouco tempo, vale a pena ler algumas curiosidades e ver fotos antigas da torre.

Para subir, um elevador panorâmico nos leva em 58 segundos até o LookOut Level. Uma parte (pequena) do chão do elevador é de vidro, e os mais corajosos podem olhar a “terra firme” se afastando a 22 km/h.

lookout level

Essa é a nossa primeira parada ao sair do elevador. Saímos e damos de cara com um janelão de vidro direto com vista ao Lake Ontario, lindo!! Fiquei sem fala ao ver aquela imensidão azul e congelada na primeira vez que fui, no auge do inverno.

Vista do Lake Ontario do LookOut Level na CN Tower
Janelão com vista para Toronto no LookOut Level (inverno)

Nesse nível, é possível ter uma visão 360º da cidade do Toronto ao contornarmos todo o janelão de vidro. Também conseguimos ver o teto retrátil do Rogers Center (o estádio do Blue Jays, o time de baseball de Toronto), e se você tiver sorte de ir durante uma partida, ainda consegue enxergar o jogo acontecendo lá embaixo! Infelizmente, nas duas vezes que fui o teto estava fechado.

Visão panorâmica do deque principal de observação (LookOut Level) na CN Tower
Vista panorâmica no LookOut Level (verão)

GLASS FLOOR E SKYTERRACE

Descendo um andar há o famoso Glass Floor, ou seja, uma superfície de vidro resistente em que podemos caminhar olhando o chão lááá embaixo.

Vista do chão de vidro na CN Tower, em Toronto. Ao fundo, o chão da rua. Em primeiro plano, uma superfície de vidro com dois pés apoiados.
Chão de vidro na CN Tower

Dá um medinho no início, mas um cartaz ao lado indica que aquele vidro poderia suportar o equivalente a 3,5 orcas, 35 alces, 41 ursos polares… olha só!

Tabela explicativa do peso que o chão de vidro aguenta, na CN Tower em Toronto
O peso que o chão de vidro na CN Tower suporta

Mas se você não tem coragem, sem problemas. O chão de vidro cobre apenas uma parte relativamente pequena do andar, e é possível contorná-lo se quiser.

Neste nível também temos acesso ao SkyTerrace, um terraço aberto, como se fosse uma enorme sacada ao redor. Tem grades de proteção, mas as pessoas ficam pouco ali, devido ao vento e/ou frio.

Sky Terrace na CN Tower Toronto, com grades de proteção
Vista do Sky Terrace

Também é no nível inferior que fica o elevador para sair. Quando fui em janeiro, foi tranquilo para descer. Já em julho peguei uma fila de mais de meia hora para entrar no elevador. Não adianta: as atrações turísticas estarão mais cheias no verão, então é bom separar um pouco mais de tempo (e paciência) por conta das filas.

SKYPOD

O terceiro nível de observação, chamado SkyPod, tem 447 metros de altura, ou seja, 100 metros mais alto que o LookOut Level. Para ter acesso a ele é necessário comprar um ingresso separado no valor de CAD$ 15,00. Fiquei na dúvida se valeria a pena ou não, mas como eu estava curiosa e queria ver a vista mais do alto, subi.

SkyPod na CN Tower Toronto
SkyPod por dentro, com vista para os prédios abaixo

O SkyPod é pequeno e também oferece uma vista 360º da cidade. É legal ver o LookOut Level (o deque de observação principal) abaixo de nós, mas sinceramente, não achei que valeu a pena. Claro que 100 metros fazem diferença, mas os carros na rua continuam pequenos, os prédios altos continuam abaixo da gente… Enfim, na minha opinião, o valor do ingresso complementar não compensa.

Vista do SkyPod para baixo, mostrando o LookOut Level. CN Tower, Toronto.
Está vendo esse meio-círculo na parte de baixo da foto? É o deque principal de observação, visto do SkyPod

EDGEWALK

Além da convencional contemplação da vista de Toronto, também é possível realizar uma atividade super radical: a EdgeWalk, ou seja, caminhar na beirada externa da torre preso por cabos de segurança. A experiência é oferecida aproximadamente de abril a novembro e depende de condições climáticas para acontecer. Apesar de seguir os mais altos padrões de segurança, eu não faria nunquinha na vida, mas se você tiver essa coragem, me conta como foi! Tem até quem faça o próprio casamento ali em cima.

Pessoas caminhando do lado de fora da CN Tower, presas por cabos de segurança
EdgeWalk na CN Tower- Foto: Divulgação

valores

Em 2020, os valores praticados para visitar a CN Tower são (em dólares canadenses):

General Admission (entrada simples):

Adulto (13 a 64 anos): $38

Criança (4 a 12 anos): $28

Idoso (acima de 65 anos): $34

SkyPod: $15, podendo ser comprado junto do ingresso principal ou separadamente na porta do elevador que leva ao SkyPod.

EdgeWalk: $195

Sempre compre os seus ingressos em sites ou bilheterias oficiais/credenciadas. O site oficial para compra da CN Tower é esse aqui.

outras informações

  • Quem quiser também visitar o Ripley’s Aquarium, sugiro comprar o combo Sea The Sky, em que o ingresso adulto para as duas atrações sai por $58 (em vez de $76).
  • Reserve umas duas horas no mínimo para visitar a CN Tower, principalmente se você for em alta temporada.
  • Pessoas com dificuldade de locomoção podem pegar emprestado uma cadeira de rodas (quantidade limitada).
  • O horário de funcionamento da CN Tower é das 9:00h às 22:30h.
  • Há três restaurantes na CN Tower: o 360 (alta gastronomia, recomenda-se reservar com antecedência), VUE Bistros (no LookOut Level) e Le Café (no térreo).
  • Está indo no inverno? Então não deixa de conferir os outros posts do blog sobre o que fazer no inverno canadense e como se preparar para o frio.

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Em frente à Catedral de Pedra de Canela, com a praça decorada para o natal

Sonho de Natal: a magia natalina invade Canela

Canela é uma cidade de 40 mil habitantes localizada na serra gaúcha, ao lado de Gramado. Assim como a cidade vizinha, Canela tem tradição em festejar a época natalina em um evento chamado Sonho de Natal, que em 2019 já está na sua 32ª edição, com o tema Fábrica de Sonhos.

O Sonho de Natal é uma produção feita com e para a comunidade local. Apesar de atrair e agradar também aos turistas, a prefeitura e organização buscam envolver também os canelenses, que participam não apenas como espectadores, mas também como parte integrante da produção. Por exemplo, crianças da rede municipal de ensino são parte integrante do Desfile Mágico de Natal!

O Sonho de Natal começou em 26 de outubro de 2019 e vai até 12 de janeiro de 2020. E o mais legal é que a programação é gratuita! São mais mais de 280 espetáculos envolvendo música, teatro, artesanato, dança e projetos especiais. Para conferir a programação completa, clique aqui.

Desfile Mágico de Natal no Sonho de Natal Canela
Desfile Mágico de Natal | Foto: Divulgação/Sonho de Natal

Durante esta época, a magia do Natal invade a cidade não apenas devido à programação, mas também à decoração. Presentes, bonecos de Natal, e Papais Noeis enfeitam ruas, praças e demais espaços públicos.

Catedral de Pedra em Canela, com uma árvore de natal de presentes ao lado
Em frente à Catedral de Pedra

À noite, a iluminação especial confere um clima ainda mais mágico e natalino à cidade.

Mas com certeza, a minha parte preferida daquilo que presenciei foi a sequência A Fábrica de Sonhos + Chegada do Papai Noel. A Fábrica de Sonhos é um espetáculo de luz e som que acontece na Catedral de Pedra de Canela. Com duração de 12 minutos, o espetáculo é emocionante!

Catedral de Pedra iluminada durante A Fabrica de Sonhos em Canela
Catedral de Pedra iluminada durante A Fábrica de Sonhos

Em seguida, o espetáculo Chegada do Papai Noel trouxe o bom velhinho e dois ajudantes fazendo rapel para descer os 65 metros da Catedral! Isso acompanhado de grupo vocal, coral infantil, bailarinos, iluminação e efeitos especiais. Lindo!

Foto: Divulgação/Sonho de Natal

Gostou? Pois saiba que essa super programação natalina é feita com mais de 1100 pessoas e espera cerca de 2 milhões de visitantes durante todo o período. Apresenta espetáculos gratuito de muita qualidade e que vão encantar que lá for.

Tem planos de visitar a serra gaúcha na época de Natal? Então inclua Canela no seu roteiro e viva o Sonho de Natal!

Em meio à neve no inverno do Canadpa

Canadá no inverno: o que fazer

Em janeiro de 2019 fui ao Canadá em pleno inverno, mesmo ouvindo de várias pessoas que não haveria nada a fazer no frio congelante, que eu tinha feito uma má escolha de destino para férias. Será?

o que muda?

Bom, é inegável que o clima/tempo e a temperatura interferem na nossa programação. Entretanto, consegui sim aproveitar muito meus dias pelo Canadá, ao contrário de quem acreditava não ser possível! Conheci Montreal, Toronto e Niágara Falls, e a principal dica é estar com as roupas adequadas. Já falei sobre isso no o primeiro post sobre o Canadá, em que falo sobre como se driblar as temperaturas negativas. Confere lá!

No que diz respeito a atrações e programação, a principal diferença é que evitamos ficar tanto tempo ao ar livre, quando em comparação a épocas mais quentes do ano. Por outro lado, todos aqueles passeios indoors que a gente faz no verão também podemos fazer no inverno, e talvez até sejam mais bem aproveitados – afinal, vão estar mais vazios. Digo isso por experiência própria: voltei ao Canadá uns meses depois, no verão, e nem se compara a quantidade de gente que havia dentro da CN Tower! Com certeza consegui curtir a vista com mais calma no inverno.

ATIVIDADES DE INVERNO

Mesmo que as baixas temperaturas assustem os amantes do calor e deixem as pessoas mais propensas a ficar em locais fechados, o inverno também proporciona atividades únicas e sazonais, que não são possíveis de serem feitas em outras épocas do ano. Portanto, se você for à terra do hockey no inverno, aproveite para realmente curtir o frio e ter experiências diferentes!

Pensando nisso, trago abaixo 8 ideias de experiências que só se consegue ter visitando o Canadá durante os meses frios:

1. Esquiar ou fazer snowboarding

Essa lista não está em nenhuma ordem específica, mas coloquei esquiar e snowboarding no começo pois foi a primeira atividade diferente que pensei em fazer ao comprar as passagens aéreas.

O Canadá abriga mais de 250 estações de ski (ou esqui) espalhadas ao redor do país, contando com diferentes tipos de terreno e níveis de dificuldade. Muitas oferecem aulas de ski/snowboarding para iniciantes, o que é ótimo para quem é um zero à esquerda nos esportes, como eu.

Foto esquiando no Ski Bromont, em Montreal
Minha primeira aula de ski

Eu não sou uma pessoa esportiva, então levei como uma brincadeira. Saí da minha zona de conforto, levei um tombo bem bonito, e fiquei só na pista de super iniciantes junto de criancinhas de cinco anos (sério!), mas adorei a experiência!

Esses esportes de inverno não são baratos, então pesquisei bastante antes de escolher o local em que faríamos as atividades. Analisando o custo-benefício, optei por esquiar no Ski Bromont, perto de Montreal. Eu estava com meu irmão, que é skatista e por isso preferiu fazer snowboarding, devido à similaridade entre os esportes. Em breve, trago aqui um post contando sobre esse dia, experiência e valores mais detalhadamente.

2. Assistir a um jogo de hockey

O hockey é o esporte favorito do canadense e eles levam o campeonato muito a sério. Assim, verifique no calendário da NHL (National Hockey League) se haverá algum jogo na data em que você estiver visitando uma ou outra cidade.

Jogo de hockey no Canadá - uma boa atividade no inverno
Jogo de hockey

Optei por assistir ao jogo do Montreal Canadiens contra Winnipeg Jets, em Montreal. E nossa, que energia! É contagiante! Mesmo sem nunca ter visto uma partida de hockey antes, não tem como não entrar no clima do estádio. Achei muito divertido e há vários momentos de interação com a torcida. Além disso, é um esporte de certa forma fácil de entender pois tem uma lógica parecida com a do futebol: fazer gols na equipe adversária.

Atenção para duas dicas importantíssimas: 1) ao contrário dos demais locais fechados, em que há calefação, a temperatura na quadra de hockey é bem baixa (para que o gelo da quadra não derreta), então vá bem agasalhado. 2) Dependendo do local, não é permitido entrar com mochila! No Centre-Bell, em Montreal, pode-se apenas entrar com volumes pequenos.

3. provar o maple taffy

Que tal provar um picolé de xarope de bordo? Um tire d’érable sur na neige? Um maple taffy? Se nenhum desses nomes faz sentido, eu explico!

Provando o maple taffy, um picolé de xarope de bordo que é característico do inverno canadense.
Vai um maple taffy aí?

Sabe aquele folha que é o centro da bandeira do Canadá? Pois bem, é uma folha de maple, que em português se chama bordo e em francês, érable (para quem for ao Quebec). Um dos ícones da gastronomia canadense é o maple syrup, um xarope que lembra o nosso melado.

Um doce característico do inverno é derramar esse xarope na neve, que pela baixa temperatura logo endurece e fica tipo um picolé de puro maple syrup. Amo experimentar a gastronomia local, então recomendo provar o maple taffy, mas sugiro dividir com alguém! Ele é bem doce, mesmo.

4. patinar no gelo

Um clássico! Aproveitei a Nathan Phillip Square, em Toronto, toda transformada em pista de patinação para tentar patinar no gelo, bem na beiradinha e bem devagar. Até acho que ir devagar demais só complica as coisas, mas não quis arriscar.

Patinando no gelo em Toronto no inverno
Patinando em Toronto

O valor do aluguel do patins, em janeiro de 2019, foi CAD$ 10 para duas horas de uso. E mesmo que você não tenha pretensão de patinar, é legal ir até uma dessas pistas para observar as pessoas patinando – tem muita gente que dá um show e é lindo de ver!

5. visitar festivais ou eventos de inverno

De forma a trazer entretenimento para os próprios moradores, diversas cidades/prefeituras proporcionam eventos de inverno.

Por exemplo, Montreal tem o Fête de Neiges Snow Festival (um festival mais infantil que acontece no Parc Jean-Drapeau aos finais de semana, com brincadeiras para as crianças), o Igloofest (um festival de música eletrônica que acontece ao ar livre, ao lado da roda gigante Roue de Montréal), ou o Montréal en Lumière (com eventos gratuitos e telões iluminados pela cidade).

Ottawa conta com o já famoso Winterlude, um evento com esculturas de gelo, triatlo (corrida, esqui e patinação), tirolesas, descidas na neve, área de alimentação, entre outros.

Em Toronto e Vancouver pode-se conferir o Aurora Winter Festival, uma “mini cidade” criada para celebrar o inverno e o Natal. Patine no gelo, faça comprinhas no mercado natalino, saboreie um chocolate quente, assista às performances musicais ou vá até o “Polo Norte”.

Esses são apenas alguns exemplos de festivais existentes para tirar as pessoas de dentro de casa e fazê-las curtir a rua mesmo no frio. Pesquise por outros eventos e festivais na cidade onde você vai e tenho certeza de que irá encontrar algumas outras opções bem leais!

6. VER A AURORA BOREAL

Sim!! Não muita gente sabe, mas é possível ver a aurora boreal no Canadá. Um dos melhores lugares para isso é no Território de Yukon, lá na fronteira com o Alasca. A cidade de Whitehorse já é famosa pelos hoteis com vista para as luzes dançantes da janela do quarto. Um outro local famoso para ver o fenômeno é em Yellowknife, capital dos Territórios do Noroeste.

7. Visitar o Ice Hotel quebec

Um hotel feito de gelo? Oui, mon amour! O Hôtel de Glace ou Ice Hotel é o único hotel de gelo na América do Norte e fica em Quebec City. Consiste em uma estrutura temporária, que funciona apenas no inverno (aproximadamente de janeiro a março), ou seja, uma verdadeira atração turística. Você pode se hospedar e ter a experiência de dormir em uma cama congelada ou apenas tomar um drink ou chocolate quente no bar.

8. tirar fotos incríveis na neve!

A neve pode ser gelada, pode ser desconfortável, pode causar transtornos a quem mora em cidades que neva muito, mas não há como negar que é possível pra tirar cada foto linda na neve! Idealmente, em dia de sol e neve fofa. Então coloca o casaco e vai pra rua que não é em todos os lugares que temos um chão branquinho pronto pra servir de cenário fotográfico.

No Parc Jean-Drapeau, em Montreal, no inverno e neve
Bem feliz na neve!

em resumo…

Voltei ao Canadá alguns meses depois e consegui também conhecer Toronto no verão. Seria hipócrita da minha parte dizer que a experiência é a mesma, porque não é. No verão, há mais atrações ao ar livre, as pessoas ocupam mais a rua e os lugares públicos e o dia é mais longo.

Entretanto, o Canadá no inverno também é um destino turístico! É outro tipo de turismo, com atrativos e atividades diferentes, e talvez num outro ritmo. Mas, na minha opinião, vale a pena – inclusive, fiquei morrendo de vontade de voltar enquanto escrevia esse post. Portanto, se você tem o desejo de conhecer o Canadá mas só consegue férias no período de inverno, ou se você tem vontade de ter uma experiência de frio e neve, vá! Vá preparado, ou seja, de mente aberta e casaco fechado.

Curtindo o frio do inverno Canadense em uma praça com neve em Montreal
Aproveitando a trip no frio? Sim!

Canadá no inverno: dicas para curtir o frio

Minha primeira experiência no Canadá foi em janeiro de 2019, quando fui a turismo em pleno inverno. Lembro que após comprar as passagens aéreas, quando eu comentava que viajaria para lá de férias, ouvi de várias pessoas que eu era louca, que lá é muito frio, que não há nada para fazer Canadá no inverno. Não é verdade!

Quer dizer, em partes. Sim, é frio. Muito frio. Por exemplo, peguei mínima de -18ºC e sensação térmica de -27ºC em Montreal (mas isso foi um dia só, nos demais a temperatura variava entre -6ºC e -13ºC). Por outro lado, TODOS os lugares tem calefação, então realmente só sentimos frio na rua. Mesmo nos momentos em que eu estava na rua, por ser turista eu fiquei constantemente pra lá e pra cá, caminhando e me movimentando, ou seja, mal deu tempo de sofrer muito.

Comparando com Porto Alegre, onde moro, vemos como a preparação estrutural em prédios é essencial para aguentar um inverno rigoroso: apesar de aqui não ter temperaturas tão baixas no inverno e nem nevar, sentimos frio praticamente o tempo inteiro e é necessário estar constantemente agasalhado. Lá, não. Além disso, aqui é úmido, e lá o frio é seco.

Apesar do frio, é possível sim curtir o Canadá no inverno, mas é preciso estar com as roupas adequadas. Pensando nisso, trago neste post dicas essenciais para driblar o frio e aproveitar a viagem.

Nunca ficar sem luva na rua

É de extrema importância manter as extremidades aquecidas, e não sei quem é o louco que andaria de chinelo em meio à neve. Entretanto, o mesmo cuidado não é tão óbvio com as mãos. Por exemplo, eu achei que a foto “segurando” a roda gigante ficaria mais bonita se eu tirasse as luvas…

Foto da roda gigante de Montréal, com os braços abertos imitando segurá-la. Sem luvas, ou seja, despreparada para o frio do inverno canadense.
La Grande Roue de Montréal – passando frio nas mãos!

Que sofrimento! As mãos começam a ficar sem sensibilidade em poucos minutos, e precisei de ajuda para colocar as luvas de volta após a foto, pois realmente não conseguia mais segurá-las. Difícil. Em dados momentos, precisava tirar a luva para mexer no celular, mas sempre o mínimo de tempo possível.

Além disso, recomendo ter duas luvas: uma de lã, molinha (que permite maior mobilidade nas mãos) e por cima uma impermeável pra poder tocar na neve sem molhar a luva de lã.

USAR UM CASACO QUENTE E iMPERMEÁVEL

Assim como a luva de lã, um casaco de lã molha em contato com a neve. Sendo assim, o melhor é utilizar um casaco impermeável, e de preferência que tenha sido feito para temperaturas tão baixas. Quem mora em lugares quentes aqui no Brasil e não tem nenhum casaco, o ideal é comprar lá (mas leve algum para chegar!). Quem já tem casacos de inverno pode se virar com mais camadas de roupa, comprar um novo ou pegar emprestado. Eu peguei emprestado de uma amiga que tinha morado lá (e não, ela nunca conseguiu usá-lo no Brasil por ser muito quente, mesmo no inverno gaúcho).

Usar um gorro que tape as orelhas

Lembra o que eu falei sobre cobrir as extremidades? Pois bem, orelhas também são extremidades! Esse da primeira foto não é dos melhores, pois não cobria direito as orelhas e ainda era meio “furadinho”. O melhor é um mais compridinho, como o da foto abaixo:

Foto olhando o rio no Parque Jean Drapeau, em Montreal. Usando um gorro quente e de lã para aguentar o frio no Canadá.
No Parque Jean-Drapeau, em Montreal

se vestir em camadas

A primeira coisa a fazer quando entramos em um lugar fechado é sempre tirar o casaco, devido à calefação. Entretanto, por vezes a temperatura indoors está tão mais alta que é preciso também tirar o blusão ou alguma outra peça de roupa mais quente que estamos vestindo. Houve um dia em que eu estava com uma segunda pele dessas meio transparentes (tecido de meia-calça, sabe?) por baixo do blusão e passei calor por não poder tirá-lo. Por isso, a dica é se vestir em camadas “independentes”.

A única parte mais “complicada” das camadas são nas pernas, pois não é nada prático tirar uma meia-calça ou calça térmica. Nesse caso, eu aguentava mesmo.

procure lojas especializadas

Falando em segunda pele e calça térmica, lojas como Decathlon oferecem opções de roupas e acessórios específicos para o frio, pensando em quem vai praticar esportes de neve. Entretanto, não esqueça da boa e velha lã! Por vezes queremos utilizar as tecnologias mais modernas, mas a lã ainda é uma das melhores aliadas de quem pega temperaturas negativas.

utilizar um calçado de inverno

A neve (na verdade o gelo) deixa o chão escorregadio, então uma bota ou tênis de solado liso é uma armadilha para a queda. Pensando nisso, comprei uma botinha de inverno na Decathlon que além de ter vincos no solado, era forrada com lã para aquecer os pés. Foi ótima, não deixou passar umidade do chão e da neve e eu só levei um tombo! Entretanto, a bota era de cano curto, então não protege naqueles casos de “afundar” o pé na neve (não aconteceu comigo).

Na foto abaixo, é possível ver a botinha. Era meu primeiro dia e eu ainda não tinha aprendido sobre a importância de estar sempre com luvas na rua.

Foto na rua em Montreal, Canadá, vestindo um gorro, casaco impermeável, cachecol e bota de inverno.
Modelito inverno canadense

Dica bônus: cuidado com o celular no frio!

Ninguém me avisou e eu não tinha lido em blog nenhum, então descobri da pior forma possível que a bateria do celular descarrega sozinha em temperaturas muito baixas.

Estranhei quando meu telefone apagou do nada enquanto eu gravava uns vídeos. Ele estava com uns 70% de bateria e de repente passou a mostrar o sinal de que era preciso carregá-lo. Isso aconteceu três vezes até eu ligar os pontos: a bateria não aguenta muito tempo no frio! Quando percebi, passei a fazer um uso mais rápido na rua e colocá-lo de volta no bolso para mantê-lo aquecido.

Em resumo, se você tem vontade de ir para o Canadá (ou algum outro lugar frio) mas só tem disponibilidade de data no inverno, ou se quer viver mesmo essa experiência de frio, saiba que sua viagem vai ser diferente de quem vai no verão, mas não pior! Dá pra curtir bastante e tirar fotos lindas na neve.

Um Feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 4

Em junho de 2018, passei o feriadão de Corpus Christi em Foz do Iguaçu. Este é o último de uma série de 4 posts que mostra como é possível conhecer a cidade em apenas 4 dias, então não deixe de conferir a parte 1 aqui, a parte 2 aqui e a parte 3 aqui.

Dia 4: POLO ASTRONÔMICO, CASSINO, MUSEU DE CERA, BAR DE GELO

Como comentei nos posts anteriores, o quarto dia foi de retorno a Porto Alegre. Entretanto, se você tiver mais tempo que eu para curtir a cidade (e quiser também curtir a cidade com atividades que vão além do ecoturismo), deixo aqui algumas sugestões de outros passeios.

Olhar para o céu no polo astronômico

O Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho faz parte do Parque Tecnológico Itaipu e contempla observações em telescópios e a olho nu, bem como sessões no planetário e divulgação e explicação de fenômenos astronômicos e científicos. Há exposições de réplicas e miniaturas de sondas, naves espaciais e simuladores.

Funciona de terça a domingo, e o passeio dura em média duas horas e meia, com saídas às 10:00h e 16:00h. O ingresso custa R$28,00, mas crianças até 5 anos não pagam. Atenção: é proibido entrar com comidas ou bebidas.

Polo Astronômico em Foz do Iguaçy
Polo Astronômico – Foto: Divulgação

VISITAR UM CASSINO EM PUERTO IGUAZU

Para quem tem curiosidade em saber como é um cassino (ou até mesmo apostar por lá), atravesse a fronteira da Argentina e divirta-se em Puerto Iguazu. Um dos cassinos mais famosos é o Casino Iguazú, aberto em 1994 localizado no Iguazú Grand Resort Spa & Casino.

São 40 mesas de jogo e 220 máquinas slots (caça-níquel). A idade mínima para ingresso no cassino é 18 anos.

Entrada do Casino Iguazú
Casino Iguazú, em Puerto Iguazú. – Foto: Divulgação.

visitar o museu de cera dreamland

Anos atrás, visitar um museu de cera era coisa de quem ia ao exterior, em uma das muitas unidades do Madame Tusseaud’s. Não mais. Uma visita ao Dreamland em Foz do Iguaçu proporcionará risadas e fotos ao lado de celebridades e ícones mundiais e brasileiros, tais como Michael Jackson, o Papa ou até mesmo o pirata Jack Sparrow.

Aberto das 08:00 às 22:00 de terça a domingo e das 08:00 às 19:00 nas segundas-feiras, o museu conta com mais de 100 réplicas de personalidades do mundo da música, política, esportes, cinema, entre outros. O ingresso adulto custa R$80,00 (valor de 2019), e há tarifa reduzida para idosos acima de 60 anos, estudantes, crianças e doadores de sangue do estado do Paraná.

Museu de cera Dreamland
Fachada do museu de cera Dreamland – Foto: Divulgação.

congelar (só um pouquinho) no bar de gelo dreams ice bar

De mesmo dono do Dreamland, o Dreams Ice Bar é o maior bar de gelo do Brasil. As paredes e esculturas são feitas de gelo, e o bar disponibiliza luvas e jaquetas para os visitantes (calças e sapatos, não). No bar, a bebida é liberada por meia hora – as opções são licores, coquetéis, bem como refrigerantes, achocolatados e coquetéis sem álcool.

O ingresso adulto custa R$70,00 e há passaportes para curtir mais de uma atração do Grupo Dream por um preço menor.

Dreams Ice Bar - um bar de gelo em Foz do Iguaçu
Dreams Ice Bar – Foto: Divulgação

The end

Termino aqui a série de posts sobre o que fazer em Foz do Iguaçu. Tem alguma outra sugestão? Deixa um comentário aqui embaixo! Novas atrações ainda podem ser adicionadas ao post futuramente.

Um Feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 3

Em junho de 2018, passei o feriadão de Corpus Christi em Foz do Iguaçu. Consegui conhecer muitas das principais atrações da cidade em apenas 4 dias, e explico o dia a dia da viagem nesta série de 4 posts. Este já é o terceiro, então não deixa de conferir a parte 1 aqui e a parte 2 aqui.

DIA 3: COMPRAS NO PARAGUAI, PARQUE DAS AVES E PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU – BRASIL

O terceiro dia, tecnicamente, foi o fim da viagem, já que o último dia seria para retorno a Porto Alegre. Ele foi dividido em três momentos: ida ao Paraguai (Ciudad del Este) para compras, visita ao Parque das Aves e por fim, Parque Nacional do Iguaçu, onde vemos as cataratas do lado brasileiro.

COMPRAS NO PARAGUAI

Apesar de eu ter ido de excursão, esse passeio foi opcional, e quem quisesse ir precisava ir por conta. Estou falando isso porque fiquei muito em dúvida se iria ou não, pois diversas pessoas me assustaram quanto a Ciudad del Este: “é perigoso, não vai, não fica sozinha, não vai”.

No fim das contas, fui. E ainda bem que não dei ouvidos a quem me disse para não ir! Me juntei com outros passageiros e dividimos um táxi até a fronteira, onde passamos a pé. Inclusive, é mais fácil ir a pé pois os carros são mais parados e revistados que pessoas. Só o fato de passar na famosa Ponte da Amizade já é legal. De um lado, Brasil. Do outro, Paraguai.

Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai
Ponte da Amizade: à esquerda, Paraguai. À direita, Brasil.

Há relatos de assaltos para quem cruza a Ponte da Amizade a pé, mas não aconteceu nada e nem vi nada. Não achei o bicho de sete cabelas que estavam pintando, sabe? Claro que há de tudo, bastante camelôs e produtos piratas, pessoas te abordando para ir até o seu estabelecimento, e sempre é importante estar atento aos pertences, mas não a ponto de não valer a pena ir, pela minha experiência.

Tinha lido boas referências sobre o free shop Monalisa, então tratei de ir direto para lá. Realmente é uma loja grande, de uns quatro andares e com muitas opções, mas não achei que os preços compensavam tanto assim.

Acabei fazendo poucas compras, mas minha loja preferida foi a Cell Shop. Ótima principalmente para quem busca eletrônicos, mas vendem também bebidas (até mais barato que em outras lojas), cosméticos, roupas, utensílios domésticos e decoração… Eles têm de tudo! A Casa Nissei também tem bastante opções para eletrônicos. Por outro lado, queria um dome para Go Pro e não encontrei em lugar nenhum!

Minha recomendação é que você já pesquise o que quer comprar antes de ir, para saber mais ou menos quanto levar de dinheiro. A Casa Nissei, por exemplo, cobra mais caro no valor dos produtos para quem paga em cartão, então pagar em dinheiro é mais vantajoso. Aceitam dólares e várias lojas também aceitam reais.

Na volta, há funcionários que conferem as sacolas de compras na ponte e os carros, mas não pararam todo mundo. Lembre-se que o limite de compras para fronteira terrestre é de U$300,00. Cruzamos a Ponte da Amizade e pegamos um táxi de volta para o hotel.

PARQUE DAS AVES

O Parque das Aves é um centro de preservação das aves da Mata Atlântica. Podemos chegar pertinho de aves lindas, exuberantes e muito bem-cuidadas! Algumas ficam dentro de cercados e grades, outras estão livres pelas árvores, e outras ainda ficam em viveiros que podemos entrar. Fiquei boba de ver tucanos bem ao meu ladinho, soltos, e encantada no viveiro de araras!

Tucano visto de perto no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu
Olha se não é lindo! E estava assim pertinho mesmo, sem grade ou cerca.

Há quatro viveiros de imersão e o mais impressionante, na minha opinião, é o das araras. Há mais de 100 araras coloridas, algumas dormindo, outras paradinhas mas a maioria fica voando para lá e para cá, e a sensação é de que entramos no fime Rio! Lindo demais! Eu acabei filmando mais que tirando fotos nessa hora, então você pode conferir os voos nos destaques do Instagram. A foto abaixo foi em uma área tirada fora do viveiro, já no caminho para a saída.

Araras no Parque das Aves
As deslumbrantes araras

O trabalho no Parque das Aves é muito sério, até porque eles são a única instituição envolvida com a preservação das aves da Mata Atlântica. Por isso, além de termos um contato mais próximo com as aves, também é possível conhecer de perto o trabalho dos biólogos e equipe.

O valor do ingresso padrão de visitação é R$45,00 (preço de 2019) ou R$22,00 a meia-entrada. Moradores da região pagam R$10,00, e crianças de 0 a 8 anos não pagam.

Parque nacional do iguaçu

A última atração do feriado foi, finalmente, visitar as Cataratas do Iguaçu no lado brasileiro – que fica no Parque Nacional do Iguaçu. A entrada é em frente ao Parque das Aves, do outro lado da rodovia, então sugiro deixar os dois para o mesmo dia para não perder tempo de deslocamento.

A entrada foi um pouco demorada devido à fila. Além disso, precisamos esperar um ônibus que nos levaria até mais próximo das cataratas. Descemos na parada Trilha das Cataratas, em que há um mirante de onde já é possível começar a visualizar as quedas d’água, mas ainda não são as principais.

Ah, está vendo o bote chegando pertinho da queda d’água mais estreita no centro da foto? Faz parte do passeio que expliquei no post anterior! Nós ficamos realmente embaixo dessa água toda.

Quedas d'água nas Cataratas do Iguaçu. Um bote se aproxima de uma queda d'água, ficando embaixo dela.
Primeiras quedas d’água avistadas no Parque Iguaçu

Assim como no lado argentino, é preciso fazer uma trilha para chegar até a as cataratas, então novamente reforço a importância de estar com calçados adequados. A trilha tem 1200 metros de extensão e oferece uma trilha panorâmica do conjunto de quedas das Cataratas do Iguaçu. Além disso, ir com capa de chuva é essencial, e mesmo assim… já sabe, né? Não há como evitar se molhar. Capinhas à prova d’água são uma boa opção para proteger o celular.

Ao fim da trilha, chegamos no ponto alto do passeio: essa maravilha aqui da foto!

Vista das principais quedas d'água das Cataratas do Iguaçu
Finalmente, as quedas d’água principais nas Cataratas do Iguaçu

A vista é linda! Essas são as quedas principais, onde há maior vazão d’água. Me senti tão pequena ali embaixo contemplando a força da água… Bem à direita fica a Garganta do Diabo vista do lado brasileiro.

Para quem quiser ter uma visão panorâmica das Cataratas, o Espaço Naipi tem três níveis de mirantes, bem como lojinha de souvenirs. Olha que lindonas são vistas de cima!

Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu
Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu

Valores e pacotes

O Parque Nacional do Iguaçu está aberto diariamente, das 9h às 17h. O custo total é composto de 3 valores: ingresso, transporte e valor do Fundo Iguaçu. Assim como em outras atrações da cidade, os valores variam dependendo da nacionalidade do visitante, mas deixo aqui o valor para brasileiros adultos (a partir de 12 anos): R$28,00 o ingresso + R$11,00 o transporte + R$2,00 a contribuição para o Fundo, totalizando R$41,00. Idosos e crianças até 11 anos pagam somente o valor do transporte.

Além disso, há um passaporte chamado 3 Maravilhas que inclui: entrada no Parque Nacional do Iguaçu + visita Panorâmica em Itaipu + entrada no Marco das Três Fronteiras, além de desconto em estacionamento e lojinhas de souvenirs. O valor desse passaporte é R$99,00 para adultos brasileiros e ele deve ser retirado na entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Você pode adquirir o ingresso individual ou o passaporte aqui.

Desconto!

Após a visita ao Parque Nacional do Iguaçu, o nosso ônibus iniciou a viagem de retorno a Porto Alegre. Para quem os interessados em fazer essa viagem (ou qualquer outra da Trip Tri), use o código EMBARQUESEDESTINOS antes de finalizar o pagamento para receber 5% de desconto e, de quebra, me ajudar a continuar trazendo conteúdo para vocês!

To be continued…

Mas se a viagem chegou ao fim, e eu disse que essa seria uma série de 4 posts, o que está faltando?

Pois bem, no próximo e último post sobre Foz do Iguaçu, vou trazer opções de passeios que não fiz, mas que deixo como opção para quem tiver um pouquinho mais de tempo. Até lá!

Um feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 2

Em junho de 2018, passei o feriadão de Corpus Christi em Foz do Iguaçu. Consegui conhecer muitas das principais atrações da cidade em apenas 4 dias, e explico o dia a dia da viagem nesta série de 4 posts. Se perdeu o começo dessa história, clique aqui.

DIA 2: PARQUE NACIONAL IGUAZÚ – ARGENTINA

O segundo dia foi o meu favorito de todos. Partimos então para atração mais desejada: as Cataratas do Iguaçu! As Cataratas ficam na divisa entre Brasil e Argentina, mais precisamente na Argentina, mas desaguando no Rio Iguaçu, que faz a fronteira. A maior diferença, então, é que na Argentina vemos as Cataratas do alto, onde caem, enquanto no Brasil, as vemos de baixo, mais de longe.

Muitos dos brasileiros que visitam as Cataratas acabam por visitar apenas o lado brasileiro, talvez por precisarem cruzar a fronteira até a Argentina, ou também pelo ingresso ser mais caro. Entretanto, se eu pudesse dar apenas um conselho, seria: visite o lado argentino. É sério.

Na Argentina, o parque que abriga as Cataratas se chama Parque Nacional Iguazú e ele é enorme! São 67.720 hectares de área de preservação da natureza, então reserve um dia inteiro para a sua visita, e vá com calçados confortáveis para caminhar bastante. Tem cada lugar mais lindo que o outro lá! Antes de chegarmos nas quedas d’águas principais, há várias pelo caminho, já nos preparando para o que vem lá.

O ponto forte das Cataratas é, sem dúvida alguma, a Garganta do Diabo. É onde cai a maior quantidade de água junta, em um abismo de 80 metros de altura, 150 de largura e 700 de comprimento, formando um U. Quando estamos no lado brasileiro, vemos esse abismo mais ao longe e de baixo. Mas no lado argentino, chegamos ao lado da grande queda d’água, lá em cima, e toda a caminhada (e trenzinho) até lá é altamente recompensada!

Grande vazão d'água na Garganta do Diabo
Absolutamente impressionada com a quantidade de água na Garganta do Diabo

Eu fiquei embasbacada, maravilhada, boquiaberta, realmente sem palavras ao chegar lá. A quantidade de água caindo é absurda e percebemos a força da natureza em toda sua magnitude. Esse momento, no alto da Garganta do Diabo, foi sem dúvidas o ponto alto de toda a viagem! A parte mais fantástica e memorável. Por isso, repito: tire um dia e um dinheirinho a mais para visitar o Parque Nazional Iguazú.

Dica essencial: leve capa de chuva! Não tem como chegar pertinho dessa água toda e não sair en-so-pa-do!

Os ingressos para o parque são vendidos na hora, e o valor do ingresso é expresso em pesos argentinos no site, mas convertidos para reais em loco. Em 2018, paguei R$135,00 pelo ingresso, que não tinha direito a meia-entrada de estudante. O preço varia com a nacionalidade/residência e idade. Residentes de Puerto Iguazú, por exemplo, são isentos. Residentes da região de Misiones pagam o valor mais baixo, em seguida argentinos, residentes do Mercosul, e por fim demais nacionalidades pagam mais caro. Há também descontos para criança, mas não para idosos. A lista completa e atualizada do valor dos ingressos pode ser encontrada aqui.

PASSEIO DE BARCO PELAS CATARATAS

Um passeio opcional realizado tanto no lado argentino quanto no brasileiro é o passeio de barco no rio Iguaçu, em que se pode chegar pertinho das cataratas e inclusive embaixo de uma das quedas d’água. O passeio é o mesmo dos dois lados, mas conforme informação passada pelo guia, no Brasil ele é mais caro. Então, se você se interessar, se organize para sair da Argentina. Eu fiz esse passeio e foi incrível!

Passeio de barco no rio Iguaçu
Passeio de barco no rio Iguaçu

Todo o percurso tem duas horas de duração. Fazemos um safári no meio do parque, da selva, e há chances de ver alguns animais selvagens diferentes. Eu vi uns macaquinhos. Chegamos até a beira do rio, entramos em um barco e colocamos todos os nossos pertences em bolsas impermeáveis. Em seguida, o barco segue pelo rio até às primeiras quedas, que ainda não são tão fortes e não é perigoso. Vamos até embaixo delas e obviamente nos molhamos muito, a capa de chuva não adianta pra nada! O tempo dentro do barco deve ser uns 30 a 35 minutos.
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O valor desse passeio não é barato: R$250,00 por pessoa. Entretanto, escolhi investir na experiência e achei que valeu muito! Achei demais poder ver as cataratas debaixo e sair literalmente de alma lavada… Quem fizer, lembre de levar uma muda de roupa completa pra trocar depois. O ingresso se compra ao lado da bilheteria na entrada do parque.

TO BE CONTINUED…

No próximo post, falarei sobre o terceiro dia da viagem, onde finalmente visitei o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Até lá!

Um feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 1

Ano passado, no feriadão de Corpus Christi, visitei pela primeira vez Foz do Iguaçu. A viagem foi de apenas 4 dias (já incluindo deslocamento), e no começo ainda pensei se valeria a pena, se não seria pouco tempo, já que iria de ônibus… E quer saber? Ainda bem que eu fui! Há tempo o suficiente para conhecer não apenas as Cataratas do Iguaçu, mas também outros pontos turísticos importantes.

Organizo a maioria das minhas viagens sozinha, mas essa eu fiz com agência. Fui de excursão com a Trip Tri, uma empresa gaúcha especializada em roteiros rodoviários. Valeu muito a pena pois foi ótimo para melhor aproveitamento do tempo! Sem contar que o roteiro já estava pronto, calculado, então sabíamos que seria possível realizar todos os passeios previstos.

Em quatro dias, visitei: o Templo Budista, a Hidrelétrica de Itaipu, o Marco das Três Fronteiras, as Cataratas do Iguaçu do lado brasileiro e argentino, o Parque das Aves, e ainda deu tempo para uma voltinha no Paraguai! Quer saber como? Nessa série de 4 posts, vou contar o que fiz e onde visitei em cada dia.

Dia 1: Templo Budista, Itaipu e Marco das três fronteiras

O feriado era na quinta, então saímos de Porto Alegre na quarta-feira lá pelas 19h. Chegamos em Foz do Iguaçu no fim da manhã do dia seguinte, e após almoçar, nos dirigimos ao Templo Budista.

Templo budista chen tien

Templo budista em Foz do Iguaçu
A praça central, com as estátuas de Buda enfileiradas e o templo ao fundo

O templo budista de Foz do Iguaçu tem o nome de Chen Tien e foi construído em 1966. É um dos maiores da América Latina, e tem uma impressionante praça central com 120 estátuas de Buda! Logo na entrada, há esta estátua maior, de 7 metros de altura.

Estátua de Buda no templo Chen Tien
Estátua de Buda no templo Chen Tien

É um lugar tranquilo, de entrada gratuita. Ficamos lá por volta de uma hora e, na minha opinião, foi tempo o suficiente.

Praça central do templo budista em Foz do Iguaçu
Não fiquei pequena perto das estátuas? São mais de 100!

hidrelétrica de itaipu

A usina hidrelétrica de Itaipu, também chamada de Itaipu Binacional, localiza-se na fronteira entre Brasil e Paraguai e é a maior usina do mundo em geração de energia! Apesar disso, justamente por dividir com o Paraguai, não é a maior usina brasileira. Estranho? Pois é.

Lá, fizemos o tour panorâmico, em que, além de aprendermos sobre o local e sua história, também podemos ver o vertedouro de água e a barragem.

Mirante para a Barragem de Itaipu
A impressionante barragem de Itaipu

O vertedouro descarrega a água não utilizada e tem uma vazão 40 vezes maior que a média das Cataratas do Iguaçu! Por isso, só é possível vê-lo em operação na época de cheias. Em Foz, chove mais entre outubro e março.

Vertedouro de água de Itaipu
Moldura para o vertedouro de água de Itaipu, que não estava em operação

Esse passeio dura aproximadamente 2 horas e o valor atualizado, em 2019, é de R$42,00. Existe meia-entrada para diversos grupos de pessoas, tais como estudantes, idosos, crianças, professores e doadores de sangue. Os ingressos podem ser comprados aqui.

Além disso, existem também outras opções de passeios, tais como visitar Itaipu à noite ou inclusive conhecer a usina por dentro.

MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS

O Marco das Três Fronteiras é o encontro das fronteiras entre Brasil, Argentina e Paraguai, representado na forma de um obelisco fixado há mais de 100 anos! O hot point para fotos é a placa indicativa dos países.

Placa da tríplice fronteira em Foz do Iguaçu
Tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai

O local é uma atração não apenas pela sua importância geográfica, mas também por ter abrigar um Complexo Turístico extremamente agradável com opções gastronômicas regionais (restaurantes e food trucks), shows culturais, lojas e uma iluminação espetacular, que também tem seu show de luzes e águas ao lado do obelisco.

Obelisco no marco das três fronteiras
O obelisco é das cores do Brasil, propositalmente

Fomos à noite, mas dizem que o pôr-do-sol é espetacular! Chegamos a tempo das apresentações de dança folclóricas. Tivemos que esperar um pouquinho, mas vale a pena! Os artistas dançam músicas típicas dos três países, trajados a rigor. As apresentações acontecem de terça a domingo, às 19h30 e 20h.

O Complexo Turístico Marco das Três Fronteiras fica aberto das 14h às 23h. O ingresso adulto custa R$24,00, mas há meia-entrada de R$13,00 para crianças de 6 a 11 anos, idosos brasileiros acima de 60 anos, estudantes e professores do estado do Paraná. Residentes de Foz do Iguaçu são isentos, bem como crianças de 0 a 5 anos.

Entrada do marco das três fronteiras
A entrada do Marco das Três Fronteiras

TO BE CONTINUED…

Com isso, demos por encerrado o primeiro dia. Já aviso que o dia 2 foi o meu preferido, mas os detalhes sobre ele vocês encontram no próximo post.

5 praias para conhecer em Balneário Camboriú e região

Sou apaixonada pelo litoral catarinense. Não que eu o conheça por completo, mas já passei muitas temporadas nas praias desse estado vizinho ao meu, e não canso de me encantar com a natureza e beleza de Santa Catarina.

Por isso, no último carnaval fui a Balneário Camboriú, um lugar que muito visitei quando criança, mas que já fazia quase 15 anos que não ia. E que bela escolha para um feriado! Eu lembrava da orla, do calçadão com prédios altos e da beira da praia, mas a região de BC (como carinhosamente é chamado Balneário Camboriú, para encurtar o nome) oferece muito mais do que apenas 1 opção litorânea maravilhosa. Acompanhe as dicas abaixo para saber mais!

Orla de Balneário Camboriú
Beira da praia de Balneário Camboriú

Camboriú ou balneário CAMBORIÚ?

Antes de falar das praias, vamos esclarecer um ponto importante: Camboriú e Balneário Camboriú não são o mesmo lugar. Já foram, mas em 1964 Balneário Camboriú se emancipou e tornou-se município.

Hoje em dia, BC abriga 128 mil habitantes, mas chega a 4 milhões no verão! Os setores hoteleiro e imobiliário são fortes na região, e quem vem pela BR-101 sentido sul-norte percebe rapidinho que chegou a BC: a quantidade de prédios altos que surgem a leste da estrada impressiona.

PRAIA CENTRAL DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Visualmente falando, Balneário Camboriú impressiona pela quantidade de prédios e arranha-céus construídos (e em construção) à beira-mar. A lei municipal não impõe um limite de altura para construções, fazendo com que inúmeras construtoras lançassem empreendimentos gigantescos ao longo da Avenida Atlântica (e outras partes da cidade também). Inclusive, um desses prédios é anunciado como o mais alto da América Latina, com 82 andares. Por isso, BC tem um skyline diferenciado, urbanizado.

Prédios altos na orla de Balneário Camboriú
Os muitos prédios na orla de Balneário Camboriú

Aliás, gosto dessa palavra para descrever BC: urbana. É praia, mas tem comércio, vida noturna (por sinal, já foi considerada a capital nacional da música eletrônica), lojas, shoppings e outros atrativos típicos de cidades maiores. Vou arriscar aqui e dizer que, às vezes, dependendo da rua em que estava, me lembrava muito Copacabana.

O carnaval este ano foi em março, então já um pouco fora de temporada. A beira da praia não estava lotada, mas sei que isso é bem comum nos meses de janeiro e fevereiro. Vá cedo, não apenas para conseguir um lugar bom, mas também para aproveitar algo que não costuma faltar nas praias no verão: sol.

Por causa dos altos edifícios costeiros, ali pelas 15h a sombra dos prédios já começa a ser projetada para a areia. Em não muito tempo, o sol já não alcança mais os banhistas, e há apenas sombra na areia e na beira do mar. Mas se você ainda quiser curtir a praia até o fim do dia, há outras opções de praias sensacionais na região!

PRAIA DE LARANJEIRAS

Eu tinha ido à Praia de Laranjeiras aaaanos atrás, lá por 2002 ou 2003. Lembro que fiquei encantada com a calmaria do mar, que é uma piscina de tão tranquila! Voltei esse ano, com toda aquela expectativa e… me frustrei.

Não pelo mar. Continua sendo uma piscina! Mas a praia estava tão lotada que não havia quase lugar para o guarda-sol. Chegamos perto das 11h (não muito cedo, eu sei) e conseguimos um cantinho quase dentro da água. Uma meia hora depois já tinham se formado duas novas fileiras à minha frente. Olha nas fotos!

Eu não sei se no início dos anos 2000 Laranjeiras não tão popular, ou se, por ser criança, não dei bola se a praia estava lotada. Laranjeiras é um pequeno paraíso, mas exige paciência de quem não gosta de muito tumulto. Mesmo chegando cedo para conseguir um local melhor na areia, logo em seguida haverá barracas e pessoas por toda a praia, então é bom saber disso de antemão. Há quem não se importe (e eu mesma muitas vezes não me importo), mas dessa vez estávamos procurando um pouco mais de sossego, por isso a frustração. Ainda assim, recomendo a visita (cedinho), nem que seja apenas para apreciar o visual, que é lindo.

Pode-se chegar a Laranjeiras de carro, teleférico ou barco pirata. O teleférico é atração do Parque Unipraias, onde 47 bondinhos ligam a Barra Sul de Balneário Camboriú à Praia de Laranjeiras, passando Morro da Aguada. O ingresso permite descer dos bondinhos para admirar a vista e passear no parque (que conta com atrações turísticas e de aventura). Sem paradas, o percurso dura 30 minutos. O valor do ingresso em 2019 é R$42,00 o adulto. Crianças (06 a 12 anos) e idosos (maiores de 60) pagam meia. Crianças de até 05 anos não pagam.

Minha primeira ida a Laranjeiras foi de barco pirata. Ele parte da Barra Sul e é um passeio temático, com piratas fazendo shows e “duelos”. O percurso dura em torno de uma hora até Laranjeiras, e se pode desembarcar e retornar a BC em um dos próximos barcos. Em 2019, o valor era R$45,00 o adulto. Pelo que andei lendo, o passeio não mudou muito desde que fui.

PRAIA DO ESTALEIRO

A 11 quilômetros do centro do Balneário Camboriú, a Praia do Estaleiro é ótima para quem gosta de tranquilidade. Preciso dizer que me apaixonei de primeira! É perfeita para descansar, pois não vi algazarra, nem gente amontoada, nem um milhão de ambulantes. Inclusive, há poucas crianças, e acredito que o mar agitado contribua para isso.

Mar agitado na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú
O mar agitado da Praia do Estaleiro

Logo na entrada de acesso à praia há alguns restaurantes à beira-mar, com cadeiras e guarda-sóis na areia. Não cobravam aluguel para a sua utilização e nem consumação mínima. Ficamos ali, mas os preços do cardápio são um pouco salgados em comparação com a praia central de Camboriú. Quem quiser levar sua própria cadeira e guarda-sol pode se instalar na faixa de areia um pouco mais adiante, onde também há bastante banhistas (mas com bastante espaço entre um e outro!).

A areia de Estaleiro é fofa, mais grossa e fica um pouco mais alta que o mar. É gostoso caminhar pela praia e ir até as rochas que separam a Praia do Estaleiro da Praia do Estaleirinho, apreciando a vista, mas tenha cuidado ao entrar no mar! Ele é muito agitado, com ondas altas e fortes. Não recomendo deixar crianças irem sozinhas.

Beira da Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú
Areia fofa

Algo legal da Praia do Estaleiro é que recebeu a Bandeira Azul, isto é, um selo ambiental internacional concedido a praias que cumprem certos critérios de qualidade de água, banho, segurança e gestão ambiental. Um júri internacional avalia as praias anualmente, e no Brasil, 15 praias receberam a Bandeira Azul na temporada 2018-2019, sendo Estaleiro e Estaleirinho duas delas.

PRAIA DO ESTALEIRINHO

Fomos já no fim da tarde, após visitar a Praia do Estaleiro. A entrada impressiona por ser bonita, apresentando uma estrutura com calçamento e jardinagem, paredes coloridas e banheiro fechado.

Tem algumas opções de restaurantes, mas ficou conhecida por ser um point de baladas, inclusive à beira-mar! Estávamos de roupas de banho, sem condições de entrar em qualquer balada, mas a festa na Casa del Mar parecia ótima! Essa casa de festas tem um lounge com acesso direto à praia.

O mar de Estaleirinho também é agitado mas não tanto quanto Estaleiro (ao menos no dia em que fomos), e ficamos um bom tempo curtindo a água. Vi mais crianças em Estaleirinho que em Estaleiro.

Beira da Praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú
Praia do Estaleirinho, já bem vazia no fim do dia

Também tem a Bandeira Azul hasteada.

PRAIA BRAVA

Outra praia pela qual me apaixonei! Praia Brava pertence ao município de Itajaí e é uma praia com estrutura: tem uma avenida central com farmácias, restaurantes, até um espaço com food trucks. Também tem um calçadão e ciclovia! Percebe-se que é um local bem cuidado. A extensão da praia é longa, havendo, portanto, mais espaço na beira da praia. Fica ao norte do Morro do Careca e é uma delícia de passar o dia. Da próxima vez que voltar à região, quero me hospedar em Praia Brava.

Orla da Praia Brava, em Itajaí
Praia Brava, com o Morro do Careca ao fundo

O canto sul da praia, encostadinho no Morro do Careca, se chama Praia dos Amores e pertence a Balneário Camboriú. Entretanto, uma é continuação da outra.

Vista da Praia Brava do alto do Morro do Careca, em Balneário Camboriú
Vista da Praia Brava do alto do Morro do Careca

BÔNUS: MORRO DO CARECA

Não é praia, mas vale muito a visita! O Complexo Turístico Morro do Careca fica no extremo norte de BC (fazendo divisa com Itajaí) e tem a vista mais linda! Lá do alto, a 104 metros acima do nível do mar, pode-se admirar o skyline de Balneário Camboriú, a Praia dos Amores, a Praia do Buraco e a Praia Brava à esquerda.

Vista do alto do Morro do Careca para a orla de Balneário Camboriú
Morro do Careca, vista para Balneário Camboriú

Para quem gosta de aventura, pode-se saltar de asa delta ou parapente com instrutores credenciados. Confesso que fiquei com vontade! Acho que só não pulei de parapente porque paramos lá antes de pegarmos a estrada para voltar a Porto Alegre, então atrasaria bastante o roteiro.

E aí, gostou das dicas? Já foi nessas ou em alguma outra praia de Balneário Camboriú? Escreve nos comentários a sua opinião, depoimento ou perguntas!

Serra Gaúcha: um passeio de rafting pelo Rio Paranhana

A Serra Gaúcha é uma delícia. Tem tanta coisa pra ver e pra fazer! Eu, que nasci em Porto Alegre e até que já passeei bastante pelo estado, sinto que ainda há muito mais a descobrir.

Em dezembro de 2018 tive o prazer de fazer um passeio de rafting a convite da empresa Brasil Raft Park, juntamente de outros blogueiros de viagens. A aventura aconteceu no município de Três Coroas e hoje vou contar em detalhes como foi e minha impressão.

Vem comigo!

Três Coroas

Três Coroas é uma cidade de mais ou menos 25 mil habitantes a 92 km de Porto Alegre e 20 km de Gramado. Faz divisa com os famosos municípios de Canela e Gramado e é conhecida pelas suas opções de turismo de aventura, como rafting, canoagem, mountain bike, corrida de aventura, tirolesa, entre outros. Além disso, outra atração turística da cidade é o templo budista Khadro Ling.

O Rio Paranhana faz a divisa de Três Coroas e Canela e é nele que fiz o passeio de rafting. Essa foi a quarta vez que fiz rafting (as quatro nesse rio) e olha, não sou uma pessoa muito destemida para esportes, não (tentei rapel e não foi legal). Mas esse esporte é uma delícia!

Rafting: o esporte e a minha experiência em três coroas

Para quem não conhece, o rafting é um esporte aquático praticado em grupo, em que descemos uma corredeira em um bote com remos. Apesar de exigir do praticante um mínimo de coordenação motora, vi crianças fazendo a atividade (ou, dependendo da idade, apenas acompanhando o bote) e todos recebem instruções e equipamento de segurança (capacete e colete salva-vidas), além de contar com um instrutor credenciado em cada bote.

Bote de rafting em Três Coroas
A configuração de um bote de rafting

Geralmente, as empresas atuantes na região oferecem duas opções de extensão de passeio no Paranhana: 4 ou 8 km. O percurso de fizemos foi de 8 km, com a Brasil Raft Park.

O próprio nome já diz: é um parque, oferecendo espaços de lazer, descanso e aventura. Além de rafting, a Brasil Raft Park oferece outras atividades como tirolesa, quadriciclo, paintball, canopy, rapel, arco e flecha…

Slackline no Brasil Raft Park
Arriscando um slackline

Chegamos perto do meio-dia e fomos recebidos pelo Cristian, um dos sócios-fundadores da Brasil Raft Park. Ele, que fez parte da seleção brasileira de canoagem e participou do comitê organizador dos jogos olímpicos Rio 2016, nos explicou que a Brasil Raft proporciona não apenas as atividades de turismo de aventura, mas também tem parcerias com escolas para desenvolvimento da educação ambiental e oferece também opções de eventos de treinamentos e vivências empresariais.

Existem três horários de saída dos botes por dia. Como o nosso era apenas às 15h, aproveitamos as instalações do parque para fazer um piquenique e descansar. Há mesinhas, redes, um restaurante/copa com opções de comidas e bebidas, slackline..

Piquenique no Brasil Raft Park, em Três Coroas
Nosso piquenique na área das mesas cobertas. Redes ao fundo, para descansar.

Lá pelas 14h30min, começamos a nos aproximar da área central para preenchimento dos documentos relacionados à segurança e pessoa para contato, caso necessário. Recebemos também o capacete e colete, para usarmos por cima da nossa roupa mesmo – o macacão de neoprene (alugado a R$15,00) só é utilizado no frio (sim, tem rafting no inverno!). Nos pés, podemos usar o próprio tênis ou alugar uma das botinhas de neoprene do local (R$10,00 o aluguel).

Equipados para o rafting em Três Coroas
Todos prontos!

Todos os participantes daquele horário sobem em um caminhão ou ônibus que nos leva até a Barragem das Laranjeiras, onde começa o percurso. Preciso dizer que só essa barragem já é lindíssima!

Prontos no bote para o rafting em Três Coroas, em frente à Barragem das Laranjeiras
Começo da aventura na Barragem das Laranjeiras

O nosso instrutor foi o Ervilha, que nos fez rir do começo ao fim! O bote não virou (muita habilidade desses aventureiros, como o pessoal da Brasil Raft fala), nos divertimos muito, e ainda paramos em alguns pontos para fazer floating (descer a corredeira fora do bote, flutuando com o colete salva-vidas), pular no rio de uma plataforma de salto de 5 metros, de onde sai uma tirolesa, e fazer “surf” com o bote em uma onda no meio do rio, deixando a água entrar no bote de propósito.

Surf no Bote durante o rafting em Três Coroas
Surf no bote. Só diversão!

Ah, e falando nisso: molha bastante, viu? Molha muito! Quase desapareci nessa foto, de tanta água:

Surf no bote em Três Coroas. Água entrando dentro do bote.
Ensopados, claro ou com certeza?

A atividade completa, desde receber o equipamento de segurança até chegar novamente no parque, demora umas 3 horas. Na chegada, de volta, há vestiários com chuveiros quentinhos.

Valores e minha opinião

O valor do rafting (em dezembro de 2018) é R$75,00 por pessoa, mais o ingresso do parque, que custa R$10,00 por pessoa (ingresso aventureiro). Entretanto, se algum familiar ou amigo quiser passar o dia junto de um aventureiro, mas não quiser fazer alguma atividade de aventura, essa pessoa paga o ingresso de acompanhante, R$15,00. E, para quem quiser apenas curtir as instalações do parque, sem se aventurar em nenhuma das modalidades oferecidas, o valor do ingresso visitante é R$20,00.

A nossa estadia e atividade foi cortesia da Brasil Raft Park, mas tudo o que estou dizendo aqui é 100% a minha opinião sincera. E eu curti de-mais! Apesar das brincadeiras e piadas, é notável a seriedade e paixão da equipe naquilo que fazem. As atividades são proporcionadas com muita segurança, os equipamentos são bem cuidados e a equipe é realmente profissional. Recomendadíssimo!