Um Feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 3

Em junho de 2018, passei o feriadão de Corpus Christi em Foz do Iguaçu. Consegui conhecer muitas das principais atrações da cidade em apenas 4 dias, e explico o dia a dia da viagem nesta série de 4 posts. Este já é o terceiro, então não deixa de conferir a parte 1 aqui e a parte 2 aqui.

DIA 3: COMPRAS NO PARAGUAI, PARQUE DAS AVES E PARQUE NACIONAL DO IGUAÇU – BRASIL

O terceiro dia, tecnicamente, foi o fim da viagem, já que o último dia seria para retorno a Porto Alegre. Ele foi dividido em três momentos: ida ao Paraguai (Ciudad del Este) para compras, visita ao Parque das Aves e por fim, Parque Nacional do Iguaçu, onde vemos as cataratas do lado brasileiro.

COMPRAS NO PARAGUAI

Apesar de eu ter ido de excursão, esse passeio foi opcional, e quem quisesse ir precisava ir por conta. Estou falando isso porque fiquei muito em dúvida se iria ou não, pois diversas pessoas me assustaram quanto a Ciudad del Este: “é perigoso, não vai, não fica sozinha, não vai”.

No fim das contas, fui. E ainda bem que não dei ouvidos a quem me disse para não ir! Me juntei com outros passageiros e dividimos um táxi até a fronteira, onde passamos a pé. Inclusive, é mais fácil ir a pé pois os carros são mais parados e revistados que pessoas. Só o fato de passar na famosa Ponte da Amizade já é legal. De um lado, Brasil. Do outro, Paraguai.

Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai
Ponte da Amizade: à esquerda, Paraguai. À direita, Brasil.

Há relatos de assaltos para quem cruza a Ponte da Amizade a pé, mas não aconteceu nada e nem vi nada. Não achei o bicho de sete cabelas que estavam pintando, sabe? Claro que há de tudo, bastante camelôs e produtos piratas, pessoas te abordando para ir até o seu estabelecimento, e sempre é importante estar atento aos pertences, mas não a ponto de não valer a pena ir, pela minha experiência.

Tinha lido boas referências sobre o free shop Monalisa, então tratei de ir direto para lá. Realmente é uma loja grande, de uns quatro andares e com muitas opções, mas não achei que os preços compensavam tanto assim.

Acabei fazendo poucas compras, mas minha loja preferida foi a Cell Shop. Ótima principalmente para quem busca eletrônicos, mas vendem também bebidas (até mais barato que em outras lojas), cosméticos, roupas, utensílios domésticos e decoração… Eles têm de tudo! A Casa Nissei também tem bastante opções para eletrônicos. Por outro lado, queria um dome para Go Pro e não encontrei em lugar nenhum!

Minha recomendação é que você já pesquise o que quer comprar antes de ir, para saber mais ou menos quanto levar de dinheiro. A Casa Nissei, por exemplo, cobra mais caro no valor dos produtos para quem paga em cartão, então pagar em dinheiro é mais vantajoso. Aceitam dólares e várias lojas também aceitam reais.

Na volta, há funcionários que conferem as sacolas de compras na ponte e os carros, mas não pararam todo mundo. Lembre-se que o limite de compras para fronteira terrestre é de U$300,00. Cruzamos a Ponte da Amizade e pegamos um táxi de volta para o hotel.

PARQUE DAS AVES

O Parque das Aves é um centro de preservação das aves da Mata Atlântica. Podemos chegar pertinho de aves lindas, exuberantes e muito bem-cuidadas! Algumas ficam dentro de cercados e grades, outras estão livres pelas árvores, e outras ainda ficam em viveiros que podemos entrar. Fiquei boba de ver tucanos bem ao meu ladinho, soltos, e encantada no viveiro de araras!

Tucano visto de perto no Parque das Aves, em Foz do Iguaçu
Olha se não é lindo! E estava assim pertinho mesmo, sem grade ou cerca.

Há quatro viveiros de imersão e o mais impressionante, na minha opinião, é o das araras. Há mais de 100 araras coloridas, algumas dormindo, outras paradinhas mas a maioria fica voando para lá e para cá, e a sensação é de que entramos no fime Rio! Lindo demais! Eu acabei filmando mais que tirando fotos nessa hora, então você pode conferir os voos nos destaques do Instagram. A foto abaixo foi em uma área tirada fora do viveiro, já no caminho para a saída.

Araras no Parque das Aves
As deslumbrantes araras

O trabalho no Parque das Aves é muito sério, até porque eles são a única instituição envolvida com a preservação das aves da Mata Atlântica. Por isso, além de termos um contato mais próximo com as aves, também é possível conhecer de perto o trabalho dos biólogos e equipe.

O valor do ingresso padrão de visitação é R$45,00 (preço de 2019) ou R$22,00 a meia-entrada. Moradores da região pagam R$10,00, e crianças de 0 a 8 anos não pagam.

Parque nacional do iguaçu

A última atração do feriado foi, finalmente, visitar as Cataratas do Iguaçu no lado brasileiro – que fica no Parque Nacional do Iguaçu. A entrada é em frente ao Parque das Aves, do outro lado da rodovia, então sugiro deixar os dois para o mesmo dia para não perder tempo de deslocamento.

A entrada foi um pouco demorada devido à fila. Além disso, precisamos esperar um ônibus que nos levaria até mais próximo das cataratas. Descemos na parada Trilha das Cataratas, em que há um mirante de onde já é possível começar a visualizar as quedas d’água, mas ainda não são as principais.

Ah, está vendo o bote chegando pertinho da queda d’água mais estreita no centro da foto? Faz parte do passeio que expliquei no post anterior! Nós ficamos realmente embaixo dessa água toda.

Quedas d'água nas Cataratas do Iguaçu. Um bote se aproxima de uma queda d'água, ficando embaixo dela.
Primeiras quedas d’água avistadas no Parque Iguaçu

Assim como no lado argentino, é preciso fazer uma trilha para chegar até a as cataratas, então novamente reforço a importância de estar com calçados adequados. A trilha tem 1200 metros de extensão e oferece uma trilha panorâmica do conjunto de quedas das Cataratas do Iguaçu. Além disso, ir com capa de chuva é essencial, e mesmo assim… já sabe, né? Não há como evitar se molhar. Capinhas à prova d’água são uma boa opção para proteger o celular.

Ao fim da trilha, chegamos no ponto alto do passeio: essa maravilha aqui da foto!

Vista das principais quedas d'água das Cataratas do Iguaçu
Finalmente, as quedas d’água principais nas Cataratas do Iguaçu

A vista é linda! Essas são as quedas principais, onde há maior vazão d’água. Me senti tão pequena ali embaixo contemplando a força da água… Bem à direita fica a Garganta do Diabo vista do lado brasileiro.

Para quem quiser ter uma visão panorâmica das Cataratas, o Espaço Naipi tem três níveis de mirantes, bem como lojinha de souvenirs. Olha que lindonas são vistas de cima!

Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu
Vista panorâmica das Cataratas do Iguaçu

Valores e pacotes

O Parque Nacional do Iguaçu está aberto diariamente, das 9h às 17h. O custo total é composto de 3 valores: ingresso, transporte e valor do Fundo Iguaçu. Assim como em outras atrações da cidade, os valores variam dependendo da nacionalidade do visitante, mas deixo aqui o valor para brasileiros adultos (a partir de 12 anos): R$28,00 o ingresso + R$11,00 o transporte + R$2,00 a contribuição para o Fundo, totalizando R$41,00. Idosos e crianças até 11 anos pagam somente o valor do transporte.

Além disso, há um passaporte chamado 3 Maravilhas que inclui: entrada no Parque Nacional do Iguaçu + visita Panorâmica em Itaipu + entrada no Marco das Três Fronteiras, além de desconto em estacionamento e lojinhas de souvenirs. O valor desse passaporte é R$99,00 para adultos brasileiros e ele deve ser retirado na entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Você pode adquirir o ingresso individual ou o passaporte aqui.

Desconto!

Após a visita ao Parque Nacional do Iguaçu, o nosso ônibus iniciou a viagem de retorno a Porto Alegre. Para quem os interessados em fazer essa viagem (ou qualquer outra da Trip Tri), use o código EMBARQUESEDESTINOS antes de finalizar o pagamento para receber 5% de desconto e, de quebra, me ajudar a continuar trazendo conteúdo para vocês!

To be continued…

Mas se a viagem chegou ao fim, e eu disse que essa seria uma série de 4 posts, o que está faltando?

Pois bem, no próximo e último post sobre Foz do Iguaçu, vou trazer opções de passeios que não fiz, mas que deixo como opção para quem tiver um pouquinho mais de tempo. Até lá!

Anúncios

Um feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 2

Em junho de 2018, passei o feriadão de Corpus Christi em Foz do Iguaçu. Consegui conhecer muitas das principais atrações da cidade em apenas 4 dias, e explico o dia a dia da viagem nesta série de 4 posts. Se perdeu o começo dessa história, clique aqui.

DIA 2: PARQUE NACIONAL IGUAZÚ – ARGENTINA

O segundo dia foi o meu favorito de todos. Partimos então para atração mais desejada: as Cataratas do Iguaçu! As Cataratas ficam na divisa entre Brasil e Argentina, mais precisamente na Argentina, mas desaguando no Rio Iguaçu, que faz a fronteira. A maior diferença, então, é que na Argentina vemos as Cataratas do alto, onde caem, enquanto no Brasil, as vemos de baixo, mais de longe.

Muitos dos brasileiros que visitam as Cataratas acabam por visitar apenas o lado brasileiro, talvez por precisarem cruzar a fronteira até a Argentina, ou também pelo ingresso ser mais caro. Entretanto, se eu pudesse dar apenas um conselho, seria: visite o lado argentino. É sério.

Na Argentina, o parque que abriga as Cataratas se chama Parque Nacional Iguazú e ele é enorme! São 67.720 hectares de área de preservação da natureza, então reserve um dia inteiro para a sua visita, e vá com calçados confortáveis para caminhar bastante. Tem cada lugar mais lindo que o outro lá! Antes de chegarmos nas quedas d’águas principais, há várias pelo caminho, já nos preparando para o que vem lá.

O ponto forte das Cataratas é, sem dúvida alguma, a Garganta do Diabo. É onde cai a maior quantidade de água junta, em um abismo de 80 metros de altura, 150 de largura e 700 de comprimento, formando um U. Quando estamos no lado brasileiro, vemos esse abismo mais ao longe e de baixo. Mas no lado argentino, chegamos ao lado da grande queda d’água, lá em cima, e toda a caminhada (e trenzinho) até lá é altamente recompensada!

Grande vazão d'água na Garganta do Diabo
Absolutamente impressionada com a quantidade de água na Garganta do Diabo

Eu fiquei embasbacada, maravilhada, boquiaberta, realmente sem palavras ao chegar lá. A quantidade de água caindo é absurda e percebemos a força da natureza em toda sua magnitude. Esse momento, no alto da Garganta do Diabo, foi sem dúvidas o ponto alto de toda a viagem! A parte mais fantástica e memorável. Por isso, repito: tire um dia e um dinheirinho a mais para visitar o Parque Nazional Iguazú.

Dica essencial: leve capa de chuva! Não tem como chegar pertinho dessa água toda e não sair en-so-pa-do!

Os ingressos para o parque são vendidos na hora, e o valor do ingresso é expresso em pesos argentinos no site, mas convertidos para reais em loco. Em 2018, paguei R$135,00 pelo ingresso, que não tinha direito a meia-entrada de estudante. O preço varia com a nacionalidade/residência e idade. Residentes de Puerto Iguazú, por exemplo, são isentos. Residentes da região de Misiones pagam o valor mais baixo, em seguida argentinos, residentes do Mercosul, e por fim demais nacionalidades pagam mais caro. Há também descontos para criança, mas não para idosos. A lista completa e atualizada do valor dos ingressos pode ser encontrada aqui.

PASSEIO DE BARCO PELAS CATARATAS

Um passeio opcional realizado tanto no lado argentino quanto no brasileiro é o passeio de barco no rio Iguaçu, em que se pode chegar pertinho das cataratas e inclusive embaixo de uma das quedas d’água. O passeio é o mesmo dos dois lados, mas conforme informação passada pelo guia, no Brasil ele é mais caro. Então, se você se interessar, se organize para sair da Argentina. Eu fiz esse passeio e foi incrível!

Passeio de barco no rio Iguaçu
Passeio de barco no rio Iguaçu

Todo o percurso tem duas horas de duração. Fazemos um safári no meio do parque, da selva, e há chances de ver alguns animais selvagens diferentes. Eu vi uns macaquinhos. Chegamos até a beira do rio, entramos em um barco e colocamos todos os nossos pertences em bolsas impermeáveis. Em seguida, o barco segue pelo rio até às primeiras quedas, que ainda não são tão fortes e não é perigoso. Vamos até embaixo delas e obviamente nos molhamos muito, a capa de chuva não adianta pra nada! O tempo dentro do barco deve ser uns 30 a 35 minutos.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
O valor desse passeio não é barato: R$250,00 por pessoa. Entretanto, escolhi investir na experiência e achei que valeu muito! Achei demais poder ver as cataratas debaixo e sair literalmente de alma lavada… Quem fizer, lembre de levar uma muda de roupa completa pra trocar depois. O ingresso se compra ao lado da bilheteria na entrada do parque.

TO BE CONTINUED…

No próximo post, falarei sobre o terceiro dia da viagem, onde finalmente visitei o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Até lá!

Um feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 1

Ano passado, no feriadão de Corpus Christi, visitei pela primeira vez Foz do Iguaçu. A viagem foi de apenas 4 dias (já incluindo deslocamento), e no começo ainda pensei se valeria a pena, se não seria pouco tempo, já que iria de ônibus… E quer saber? Ainda bem que eu fui! Há tempo o suficiente para conhecer não apenas as Cataratas do Iguaçu, mas também outros pontos turísticos importantes.

Organizo a maioria das minhas viagens sozinha, mas essa eu fiz com agência. Fui de excursão com a Trip Tri, uma empresa gaúcha especializada em roteiros rodoviários. Valeu muito a pena pois foi ótimo para melhor aproveitamento do tempo! Sem contar que o roteiro já estava pronto, calculado, então sabíamos que seria possível realizar todos os passeios previstos.

Em quatro dias, visitei: o Templo Budista, a Hidrelétrica de Itaipu, o Marco das Três Fronteiras, as Cataratas do Iguaçu do lado brasileiro e argentino, o Parque das Aves, e ainda deu tempo para uma voltinha no Paraguai! Quer saber como? Nessa série de 4 posts, vou contar o que fiz e onde visitei em cada dia.

Dia 1: Templo Budista, Itaipu e Marco das três fronteiras

O feriado era na quinta, então saímos de Porto Alegre na quarta-feira lá pelas 19h. Chegamos em Foz do Iguaçu no fim da manhã do dia seguinte, e após almoçar, nos dirigimos ao Templo Budista.

Templo budista chen tien

Templo budista em Foz do Iguaçu
A praça central, com as estátuas de Buda enfileiradas e o templo ao fundo

O templo budista de Foz do Iguaçu tem o nome de Chen Tien e foi construído em 1966. É um dos maiores da América Latina, e tem uma impressionante praça central com 120 estátuas de Buda! Logo na entrada, há esta estátua maior, de 7 metros de altura.

Estátua de Buda no templo Chen Tien
Estátua de Buda no templo Chen Tien

É um lugar tranquilo, de entrada gratuita. Ficamos lá por volta de uma hora e, na minha opinião, foi tempo o suficiente.

Praça central do templo budista em Foz do Iguaçu
Não fiquei pequena perto das estátuas? São mais de 100!

hidrelétrica de itaipu

A usina hidrelétrica de Itaipu, também chamada de Itaipu Binacional, localiza-se na fronteira entre Brasil e Paraguai e é a maior usina do mundo em geração de energia! Apesar disso, justamente por dividir com o Paraguai, não é a maior usina brasileira. Estranho? Pois é.

Lá, fizemos o tour panorâmico, em que, além de aprendermos sobre o local e sua história, também podemos ver o vertedouro de água e a barragem.

Mirante para a Barragem de Itaipu
A impressionante barragem de Itaipu

O vertedouro descarrega a água não utilizada e tem uma vazão 40 vezes maior que a média das Cataratas do Iguaçu! Por isso, só é possível vê-lo em operação na época de cheias. Em Foz, chove mais entre outubro e março.

Vertedouro de água de Itaipu
Moldura para o vertedouro de água de Itaipu, que não estava em operação

Esse passeio dura aproximadamente 2 horas e o valor atualizado, em 2019, é de R$42,00. Existe meia-entrada para diversos grupos de pessoas, tais como estudantes, idosos, crianças, professores e doadores de sangue. Os ingressos podem ser comprados aqui.

Além disso, existem também outras opções de passeios, tais como visitar Itaipu à noite ou inclusive conhecer a usina por dentro.

MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS

O Marco das Três Fronteiras é o encontro das fronteiras entre Brasil, Argentina e Paraguai, representado na forma de um obelisco fixado há mais de 100 anos! O hot point para fotos é a placa indicativa dos países.

Placa da tríplice fronteira em Foz do Iguaçu
Tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai

O local é uma atração não apenas pela sua importância geográfica, mas também por ter abrigar um Complexo Turístico extremamente agradável com opções gastronômicas regionais (restaurantes e food trucks), shows culturais, lojas e uma iluminação espetacular, que também tem seu show de luzes e águas ao lado do obelisco.

Obelisco no marco das três fronteiras
O obelisco é das cores do Brasil, propositalmente

Fomos à noite, mas dizem que o pôr-do-sol é espetacular! Chegamos a tempo das apresentações de dança folclóricas. Tivemos que esperar um pouquinho, mas vale a pena! Os artistas dançam músicas típicas dos três países, trajados a rigor. As apresentações acontecem de terça a domingo, às 19h30 e 20h.

O Complexo Turístico Marco das Três Fronteiras fica aberto das 14h às 23h. O ingresso adulto custa R$24,00, mas há meia-entrada de R$13,00 para crianças de 6 a 11 anos, idosos brasileiros acima de 60 anos, estudantes e professores do estado do Paraná. Residentes de Foz do Iguaçu são isentos, bem como crianças de 0 a 5 anos.

Entrada do marco das três fronteiras
A entrada do Marco das Três Fronteiras

TO BE CONTINUED…

Com isso, demos por encerrado o primeiro dia. Já aviso que o dia 2 foi o meu preferido, mas os detalhes sobre ele vocês encontram no próximo post.

5 praias para conhecer em Balneário Camboriú e região

Sou apaixonada pelo litoral catarinense. Não que eu o conheça por completo, mas já passei muitas temporadas nas praias desse estado vizinho ao meu, e não canso de me encantar com a natureza e beleza de Santa Catarina.

Por isso, no último carnaval fui a Balneário Camboriú, um lugar que muito visitei quando criança, mas que já fazia quase 15 anos que não ia. E que bela escolha para um feriado! Eu lembrava da orla, do calçadão com prédios altos e da beira da praia, mas a região de BC (como carinhosamente é chamado Balneário Camboriú, para encurtar o nome) oferece muito mais do que apenas 1 opção litorânea maravilhosa. Acompanhe as dicas abaixo para saber mais!

Orla de Balneário Camboriú
Beira da praia de Balneário Camboriú

Camboriú ou balneário CAMBORIÚ?

Antes de falar das praias, vamos esclarecer um ponto importante: Camboriú e Balneário Camboriú não são o mesmo lugar. Já foram, mas em 1964 Balneário Camboriú se emancipou e tornou-se município.

Hoje em dia, BC abriga 128 mil habitantes, mas chega a 4 milhões no verão! Os setores hoteleiro e imobiliário são fortes na região, e quem vem pela BR-101 sentido sul-norte percebe rapidinho que chegou a BC: a quantidade de prédios altos que surgem a leste da estrada impressiona.

PRAIA CENTRAL DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Visualmente falando, Balneário Camboriú impressiona pela quantidade de prédios e arranha-céus construídos (e em construção) à beira-mar. A lei municipal não impõe um limite de altura para construções, fazendo com que inúmeras construtoras lançassem empreendimentos gigantescos ao longo da Avenida Atlântica (e outras partes da cidade também). Inclusive, um desses prédios é anunciado como o mais alto da América Latina, com 82 andares. Por isso, BC tem um skyline diferenciado, urbanizado.

Prédios altos na orla de Balneário Camboriú
Os muitos prédios na orla de Balneário Camboriú

Aliás, gosto dessa palavra para descrever BC: urbana. É praia, mas tem comércio, vida noturna (por sinal, já foi considerada a capital nacional da música eletrônica), lojas, shoppings e outros atrativos típicos de cidades maiores. Vou arriscar aqui e dizer que, às vezes, dependendo da rua em que estava, me lembrava muito Copacabana.

O carnaval este ano foi em março, então já um pouco fora de temporada. A beira da praia não estava lotada, mas sei que isso é bem comum nos meses de janeiro e fevereiro. Vá cedo, não apenas para conseguir um lugar bom, mas também para aproveitar algo que não costuma faltar nas praias no verão: sol.

Por causa dos altos edifícios costeiros, ali pelas 15h a sombra dos prédios já começa a ser projetada para a areia. Em não muito tempo, o sol já não alcança mais os banhistas, e há apenas sombra na areia e na beira do mar. Mas se você ainda quiser curtir a praia até o fim do dia, há outras opções de praias sensacionais na região!

PRAIA DE LARANJEIRAS

Eu tinha ido à Praia de Laranjeiras aaaanos atrás, lá por 2002 ou 2003. Lembro que fiquei encantada com a calmaria do mar, que é uma piscina de tão tranquila! Voltei esse ano, com toda aquela expectativa e… me frustrei.

Não pelo mar. Continua sendo uma piscina! Mas a praia estava tão lotada que não havia quase lugar para o guarda-sol. Chegamos perto das 11h (não muito cedo, eu sei) e conseguimos um cantinho quase dentro da água. Uma meia hora depois já tinham se formado duas novas fileiras à minha frente. Olha nas fotos!

Eu não sei se no início dos anos 2000 Laranjeiras não tão popular, ou se, por ser criança, não dei bola se a praia estava lotada. Laranjeiras é um pequeno paraíso, mas exige paciência de quem não gosta de muito tumulto. Mesmo chegando cedo para conseguir um local melhor na areia, logo em seguida haverá barracas e pessoas por toda a praia, então é bom saber disso de antemão. Há quem não se importe (e eu mesma muitas vezes não me importo), mas dessa vez estávamos procurando um pouco mais de sossego, por isso a frustração. Ainda assim, recomendo a visita (cedinho), nem que seja apenas para apreciar o visual, que é lindo.

Pode-se chegar a Laranjeiras de carro, teleférico ou barco pirata. O teleférico é atração do Parque Unipraias, onde 47 bondinhos ligam a Barra Sul de Balneário Camboriú à Praia de Laranjeiras, passando Morro da Aguada. O ingresso permite descer dos bondinhos para admirar a vista e passear no parque (que conta com atrações turísticas e de aventura). Sem paradas, o percurso dura 30 minutos. O valor do ingresso em 2019 é R$42,00 o adulto. Crianças (06 a 12 anos) e idosos (maiores de 60) pagam meia. Crianças de até 05 anos não pagam.

Minha primeira ida a Laranjeiras foi de barco pirata. Ele parte da Barra Sul e é um passeio temático, com piratas fazendo shows e “duelos”. O percurso dura em torno de uma hora até Laranjeiras, e se pode desembarcar e retornar a BC em um dos próximos barcos. Em 2019, o valor era R$45,00 o adulto. Pelo que andei lendo, o passeio não mudou muito desde que fui.

PRAIA DO ESTALEIRO

A 11 quilômetros do centro do Balneário Camboriú, a Praia do Estaleiro é ótima para quem gosta de tranquilidade. Preciso dizer que me apaixonei de primeira! É perfeita para descansar, pois não vi algazarra, nem gente amontoada, nem um milhão de ambulantes. Inclusive, há poucas crianças, e acredito que o mar agitado contribua para isso.

Mar agitado na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú
O mar agitado da Praia do Estaleiro

Logo na entrada de acesso à praia há alguns restaurantes à beira-mar, com cadeiras e guarda-sóis na areia. Não cobravam aluguel para a sua utilização e nem consumação mínima. Ficamos ali, mas os preços do cardápio são um pouco salgados em comparação com a praia central de Camboriú. Quem quiser levar sua própria cadeira e guarda-sol pode se instalar na faixa de areia um pouco mais adiante, onde também há bastante banhistas (mas com bastante espaço entre um e outro!).

A areia de Estaleiro é fofa, mais grossa e fica um pouco mais alta que o mar. É gostoso caminhar pela praia e ir até as rochas que separam a Praia do Estaleiro da Praia do Estaleirinho, apreciando a vista, mas tenha cuidado ao entrar no mar! Ele é muito agitado, com ondas altas e fortes. Não recomendo deixar crianças irem sozinhas.

Beira da Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú
Areia fofa

Algo legal da Praia do Estaleiro é que recebeu a Bandeira Azul, um selo ambiental internacional concedido a praias que cumprem certos critérios de qualidade de água, banho, segurança e gestão ambiental. Um júri internacional avalia as praias anualmente, e no Brasil, 15 praias receberam a Bandeira Azul na temporada 2018-2019, sendo Estaleiro e Estaleirinho duas delas.

PRAIA DO ESTALEIRINHO

Fomos já no fim da tarde, após visitar a Praia do Estaleiro. A entrada impressiona por ser bonita, apresentando uma estrutura com calçamento e jardinagem, paredes coloridas e banheiro fechado.

Tem algumas opções de restaurantes, mas ficou conhecida por ser um point de baladas, inclusive à beira-mar! Estávamos de roupas de banho, sem condições de entrar em qualquer balada, mas a festa na Casa del Mar parecia ótima! Essa casa de festas tem um lounge com acesso direto à praia.

O mar de Estaleirinho também é agitado mas não tanto quanto Estaleiro (ao menos no dia em que fomos), e ficamos um bom tempo curtindo a água. Vi mais crianças em Estaleirinho que em Estaleiro.

Beira da Praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú
Praia do Estaleirinho, já bem vazia no fim do dia

Também tem a Bandeira Azul hasteada.

PRAIA BRAVA

Outra praia pela qual me apaixonei! Praia Brava pertence ao município de Itajaí e é uma praia com estrutura: tem uma avenida central com farmácias, restaurantes, até um espaço com food trucks. Também tem um calçadão e ciclovia! Percebe-se que é um local bem cuidado. A extensão da praia é longa, havendo, portanto, mais espaço na beira da praia. Fica ao norte do Morro do Careca e é uma delícia de passar o dia. Da próxima vez que voltar à região, quero me hospedar em Praia Brava.

Orla da Praia Brava, em Itajaí
Praia Brava, com o Morro do Careca ao fundo

O canto sul da praia, encostadinho no Morro do Careca, se chama Praia dos Amores e pertence a Balneário Camboriú. Entretanto, uma é continuação da outra.

Vista da Praia Brava do alto do Morro do Careca, em Balneário Camboriú
Vista da Praia Brava do alto do Morro do Careca

BÔNUS: MORRO DO CARECA

Não é praia, mas vale muito a visita! O Complexo Turístico Morro do Careca fica no extremo norte de BC (fazendo divisa com Itajaí) e tem a vista mais linda! Lá do alto, a 104 metros acima do nível do mar, pode-se admirar o skyline de Balneário Camboriú, a Praia dos Amores, a Praia do Buraco e a Praia Brava à esquerda.

Vista do alto do Morro do Careca para a orla de Balneário Camboriú
Morro do Careca, vista para Balneário Camboriú

Para quem gosta de aventura, pode-se saltar de asa delta ou parapente com instrutores credenciados. Confesso que fiquei com vontade! Acho que só não pulei de parapente porque paramos lá antes de pegarmos a estrada para voltar a Porto Alegre, então atrasaria bastante o roteiro.

E aí, gostou das dicas? Já foi nessas ou em alguma outra praia de Balneário Camboriú? Escreve nos comentários a sua opinião, depoimento ou perguntas!

Serra Gaúcha: um passeio de rafting pelo Rio Paranhana

A Serra Gaúcha é uma delícia. Tem tanta coisa pra ver e pra fazer! Eu, que nasci em Porto Alegre e até que já passeei bastante pelo estado, sinto que ainda há muito mais a descobrir.

Em dezembro de 2018 tive o prazer de fazer um passeio de rafting a convite da empresa Brasil Raft Park, juntamente de outros blogueiros de viagens. A aventura aconteceu no município de Três Coroas e hoje vou contar em detalhes como foi e minha impressão.

Vem comigo!

Três Coroas

Três Coroas é uma cidade de mais ou menos 25 mil habitantes a 92 km de Porto Alegre e 20 km de Gramado. Faz divisa com os famosos municípios de Canela e Gramado e é conhecida pelas suas opções de turismo de aventura, como rafting, canoagem, mountain bike, corrida de aventura, tirolesa, entre outros. Além disso, outra atração turística da cidade é o templo budista Khadro Ling.

O Rio Paranhana faz a divisa de Três Coroas e Canela e é nele que fiz o passeio de rafting. Essa foi a quarta vez que fiz rafting (as quatro nesse rio) e olha, não sou uma pessoa muito destemida para esportes, não (tentei rapel e não foi legal). Mas esse esporte é uma delícia!

Rafting: o esporte e a minha experiência em três coroas

Para quem não conhece, o rafting é um esporte aquático praticado em grupo, em que descemos uma corredeira em um bote com remos. Apesar de exigir do praticante um mínimo de coordenação motora, vi crianças fazendo a atividade (ou, dependendo da idade, apenas acompanhando o bote) e todos recebem instruções e equipamento de segurança (capacete e colete salva-vidas), além de contar com um instrutor credenciado em cada bote.

Bote de rafting em Três Coroas
A configuração de um bote de rafting

Geralmente, as empresas atuantes na região oferecem duas opções de extensão de passeio no Paranhana: 4 ou 8 km. O percurso de fizemos foi de 8 km, com a Brasil Raft Park.

O próprio nome já diz: é um parque, oferecendo espaços de lazer, descanso e aventura. Além de rafting, a Brasil Raft Park oferece outras atividades como tirolesa, quadriciclo, paintball, canopy, rapel, arco e flecha…

Slackline no Brasil Raft Park
Arriscando um slackline

Chegamos perto do meio-dia e fomos recebidos pelo Cristian, um dos sócios-fundadores da Brasil Raft Park. Ele, que fez parte da seleção brasileira de canoagem e participou do comitê organizador dos jogos olímpicos Rio 2016, nos explicou que a Brasil Raft proporciona não apenas as atividades de turismo de aventura, mas também tem parcerias com escolas para desenvolvimento da educação ambiental e oferece também opções de eventos de treinamentos e vivências empresariais.

Existem três horários de saída dos botes por dia. Como o nosso era apenas às 15h, aproveitamos as instalações do parque para fazer um piquenique e descansar. Há mesinhas, redes, um restaurante/copa com opções de comidas e bebidas, slackline..

Piquenique no Brasil Raft Park
Nosso piquenique na área das mesas cobertas. Redes ao fundo, para descansar.

Lá pelas 14h30min, começamos a nos aproximar da área central para preenchimento dos documentos relacionados à segurança e pessoa para contato, caso necessário. Recebemos também o capacete e colete, para usarmos por cima da nossa roupa mesmo – o macacão de neoprene (alugado a R$15,00) só é utilizado no frio (sim, tem rafting no inverno!). Nos pés, podemos usar o próprio tênis ou alugar uma das botinhas de neoprene do local (R$10,00 o aluguel).

Equipados para o rafting em Três Coroas
Todos prontos!

Todos os participantes daquele horário sobem em um caminhão ou ônibus que nos leva até a Barragem das Laranjeiras, onde começa o percurso. Preciso dizer que só essa barragem já é lindíssima!

Prontos no bote para o rafting em Três Coroas, em frente à Barragem das Laranjeiras
Começo da aventura na Barragem das Laranjeiras

O nosso instrutor foi o Ervilha, que nos fez rir do começo ao fim! O bote não virou (muita habilidade desses aventureiros, como o pessoal da Brasil Raft fala), nos divertimos muito, e ainda paramos em alguns pontos para fazer floating (descer a corredeira fora do bote, flutuando com o colete salva-vidas), pular no rio de uma plataforma de salto de 5 metros, de onde sai uma tirolesa, e fazer “surf” com o bote em uma onda no meio do rio, deixando a água entrar no bote de propósito.

Surf no Bote em Três Coroas
Surf no bote. Só diversão!

Ah, e falando nisso: molha bastante, viu? Molha muito! Quase desapareci nessa foto, de tanta água:

Surf no bote em Três Coroas. Água entrando dentro do bote.
Ensopados, claro ou com certeza?

A atividade completa, desde receber o equipamento de segurança até chegar novamente no parque, demora umas 3 horas. Na chegada, de volta, há vestiários com chuveiros quentinhos.

Valores e minha opinião

O valor do rafting (em dezembro de 2018) é R$75,00 por pessoa, mais o ingresso do parque, que custa R$10,00 por pessoa (ingresso aventureiro). Entretanto, se algum familiar ou amigo quiser passar o dia junto de um aventureiro, mas não quiser fazer alguma atividade de aventura, essa pessoa paga o ingresso de acompanhante, R$15,00. E, para quem quiser apenas curtir as instalações do parque, sem se aventurar em nenhuma das modalidades oferecidas, o valor do ingresso visitante é R$20,00.

A nossa estadia e atividade foi cortesia da Brasil Raft Park, mas tudo o que estou dizendo aqui é 100% a minha opinião sincera. E eu curti de-mais! Apesar das brincadeiras e piadas, é notável a seriedade e paixão da equipe naquilo que fazem. As atividades são proporcionadas com muita segurança, os equipamentos são bem cuidados e a equipe é realmente profissional. Recomendadíssimo!

Airbnb: Como funciona?

Este é o primeiro post da série Aprendendo a viajar e vou falar de uma opção de hospedagem chamada Airbnb. Com certeza o Airbnb não é novidade para muitos, mas decidi escrever este post após ver muitas pessoas com dúvidas quanto a como ele funciona ou se é seguro. Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo do post, e ao final ainda vou deixar um bônus 😉

Sala do apartamento alugado por Airbnb
Sala do Airbnb que me hospedei em São Paulo, em 2018.

O que é o Airbnb?

O Airbnb é uma empresa americana, fundada em 2008, que une pessoas dispostas a alugar seus imóveis e viajantes em busca de um lugar para ficar. Ou seja, o Airbnb, por si só, não é o dono das acomodações, mas sim o intermediador.

Os anfitriões (donos ou responsáveis pelo imóvel) podem alugar os seguintes tipos de acomodação:

  • Espaço inteiro: você fica com o imóvel só para você. Até hoje, só aluguei desta forma.
  • Quarto inteiro: você aluga um quarto individual em um apartamento ou casa, mas haverá outras pessoas também no local. Muitas vezes, os donos do imóvel moram ali, estão com um quarto sobrando e o colocam para aluguel.
  • Quarto compartilhado: você divide não apenas o imóvel, mas também o quarto com outras pessoas.
  • Quarto de hotel: alguns hotéis, pousadas e afins também divulgam seus quartos pelo Airbnb.

O Airbnb também oferece uma modalidade chamada experiência, para passeios e atividades, mas este post falará apenas sobre a modalidade hospedagem.

Como usar o Airbnb

Quando estou fazendo uma busca, sempre começo aplicando o filtro do tipo de acomodação (espaço inteiro) e faixa de preço por noite. Os preços de cada acomodação ficam a critério do anfitrião. Na busca, o valor é mostrado por noite, mas é importante lembrar que ainda serão incluídas as taxas (taxa de serviço do Airbnb e limpeza). Verifico fotos, localização e comentários deixados por outros hóspedes (falaremos mais sobre isso adiante), e então envio uma mensagem ao anfitrião me apresentando e demonstrando interesse na hospedagem.

É muito importante esse primeiro contato para que o anfitrião saiba quem você é, de onde vem, o que vai fazer na cidade. Como essa é uma plataforma muito mais pessoal do que alugar um quarto de hotel, por exemplo, é sempre legal dizer por que você quer ficar na casa dessa pessoa.
Além disso, é após esse primeiro contato que o anfitrião vai dar o OK no sistema para você efetuar a reserva.

Como toda regra tem sua exceção, algumas hospedagens podem estar com a opção Reserva Instantânea ativada permitem que você efetue a sua reserva imediatamente, sem precisar falar com o anfitrião primeiro.

Você pode enviar quantas mensagens quiser, para quantas acomodações quiser, até decidir qual alugará. O envio de mensagens é gratuito.

O AIRBNB É seguro?

Vou falar aqui de dois tipos de segurança: financeira e pessoal.

Segurança pessoal

Essa primeiro porque é mais importante, sempre!

Bem, existem casos de pessoas que sofreram complicações com o Airbnb, da mesma forma como existem pessoas que se complicaram em hotéis, aplicativos de corridas, entre outros. Entretanto, os anfitriões passam por uma verificação prévia antes de serem aceitos na plataforma. Além disso, é primordial verificar os comentários de quem já se hospedou na acomodação para saber o que as pessoas acharam. Os comentários são legítimos, é preciso ter finalizado uma hospedagem para poder deixa-lo, e você receberá também um comentário e nota do anfitrião sobre como foi te ter como hóspede.

Leia tudo com atenção, verifique o número de estrelas tanto da acomodação quanto do anfitrião. Entrando no perfil dessa pessoa, você pode ler os comentários deixados em todos os imóveis que ela tiver registrado (caso haja mais de um) e também os comentários recebidos na condição de hóspede (caso tenha se hospedado).

Além disso, anfitriões excepcionais são chamados de Superhosts e recebem um selo no perfil para indicar que são exemplos de hospitalidade e experiência positiva. Seus perfis são checados continuamente de forma que o Airbnb possa assegurar a qualidade prometida.

Assim como para reservar qualquer quarto de hotel, verifique com cautela a região da acomodação. Faça uma pesquisa para saber se é uma área segura da cidade. E, claro, preste atenção também nas fotos do local. Parece tudo direitinho? Há aspecto de sujeira? Claro que fotos podem ser editadas ou até mesmo tiradas em momentos que não condizem mais com a realidade, mas se as fotos não demonstram o mínimo de cuidado, não deve ser um lugar lá muito bom, né?

Algumas cidades oferecem a opção Airbnb Plus. Acomodações Plus oferecem conforto extra e são conferidas pessoalmente pela equipe do Airbnb, o que dá pontos a mais no quesito segurança e fidelidade do anúncio.

Por fim, sobre segurança pessoal, procure manter a comunicação dentro da plataforma. Após fazer a reserva, temos acesso ao telefone do anfitrião, mas prefiro manter as conversas dentro do site do que pelo Whatsapp (ao menos até o check-in), a não ser que o assunto seja mais imediato, como avisar que estou chegando. E falando em mensagens fora da plataforma, não faça pagamentos por fora, nem se o dono oferecer um desconto – o que nos leva ao próximo tópico.

Segurança financeira

Apesar de o pagamento ser feito no momento da reserva, o legal do Airbnb é que, independentemente da data da viagem, o valor só é creditado ao anfitrião 24 horas após o check-in. Desta forma, você pode entrar em contato com a empresa se houver algo errado antes do anfitrião receber as diárias. Isso impossibilita um golpe do tipo “paguei por um apartamento, mas o local não existe” (que por vezes acontece com pessoas que alugam diretamente com o dono) pois o anfitrião não receberá se você fizer uma reclamação dessas.

Já falei antes mas vou repetir: nunca, jamais, faça pagamentos fora da plataforma. Pagamentos em dinheiro ou fora do site são uma violação dos Termos de Serviço e não garantem integridade financeira.

Antes de reservar a acomodação, verifique sempre a política de cancelamento. Algumas são flexíveis e permitem cancelar com reembolso até uma data próxima da viagem, outras são mais rigorosas e retêm uma parte do valor após certo tempo.

Em caso de emergência, a equipe global do Airbnb está disponível para atendimento 24 horas por dia, em 11 idiomas.

Minha experiência

Conheci o Airbnb em 2011, quando estava organizando uma viagem para Nova York. Eu tinha alugado um quarto de hotel, mas perto da viagem recebi uma mensagem de que tinha sido cancelada. Preocupada com a proximidade da viagem e com os hotéis lotados por ser alta temporada, fui buscar alternativas e acabei caindo no site do Airbnb.

Na época, o site era todo em inglês e internacional, ou seja, o escritório e assistência no Brasil e em português ainda não existiam. Além disso, não era possível parcelar e havia o acréscimo do IOF por ser uma compra internacional. Hoje, o Airbnb é registrado no Brasil e isso não acontece mais: pode parcelar sim (apesar de com juros) e não há mais cobrança de IOF.

De 2011 até hoje já me hospedei pelo Airbnb diversas vezes, tanto no exterior quanto no Brasil, e todas as experiências foram muito tranquilas. Na maioria das vezes, o anfitrião marcou um horário para me entregar a chave e aproveitou para fazer recomendações de uso e dar dicas do local. Sempre foram muito prestativos e flexíveis quanto a horários de entrada e saída.

Eu realmente gosto da proposta do Airbnb e não tenho do que reclamar. Não acho melhor nem pior do que hotéis, mas sim uma alternativa. Dependendo do local, do número de pessoas viajando, ou do conforto que queremos, hospedar-se por Airbnb é uma ótima pedida.

E você, já ficou em Airbnb? Qual a sua experiência? Tem alguma pergunta? Deixa ali nos comentários 😉

E pra quem nunca utilizou o serviço… um bônus!

Bônus

Aqui vai um presente para quem nunca se hospedou pelo Airbnb: Clica nesse link e ganhe R$130,00 em créditos para utilizar na sua primeira viagem!

Boa viagem!

Bem-vindos!

Olá, passageiros com destino a lugares incríveis!

Bem-vindos ao Embarques e Destinos! Eu sou a Maiara e estou aqui para te ajudar e inspirar a ser não apenas um turista, mas um viajante. O E&D já existe no Instagram há quase um ano (clica aqui e me segue lá!), mas o blog está surgindo agora como uma plataforma mais completa, em que posso me expressar e dar dicas valiosas com mais calma e espaço.

O que você vai encontrar em posts futuros:

  • Informações essenciais para quem está começando a viajar (É melhor viajar sozinho ou com excursão? Onde comprar passagens? Que documentos preciso? Como escolher uma acomodação? E o câmbio?);
  • Dicas de malas, bagagens e como preparar os seus pertences de forma inteligente e segura para uma viagem;
  • Compartilhamento de apps e ferramentas sensacionais para auxiliar até os viajantes experientes;
  • Experiências e relatos de viagens que já realizei, com muitas fotos para inspirar a escolha do seu próximo destino!
  • Respostas a perguntas que recebo frequentemente (pode perguntar à vontade!);
  • Dicas de lugares, passeios e atrações em diversas cidades do Brasil e do mundo. Já fui a 9 estados brasileiros e 17 países do mundo, tenho bastante coisa pra contar!
  • E muito mais!

Salva o site nos favoritos, segue aqui no WordPress para receber tudo em primeira mão, e boa viagem!