esquiando no Canadá

Canadá no inverno: o que fazer

Em janeiro de 2019 fui ao Canadá em pleno inverno, mesmo ouvindo de várias pessoas que não haveria nada a fazer no frio congelante, que eu tinha feito uma má escolha de destino para férias. Será?

o que muda?

Bom, é inegável que o clima/tempo e a temperatura interferem na nossa programação. Entretanto, consegui sim aproveitar muito meus dias pelo Canadá, ao contrário de quem acreditava não ser possível! Conheci Montreal, Toronto e Niágara Falls, e a principal dica é estar com as roupas adequadas. Já falei sobre isso no o primeiro post sobre o Canadá, em que falo sobre como se driblar as temperaturas negativas. Confere lá!

No que diz respeito a atrações e programação, a principal diferença é que evitamos ficar tanto tempo ao ar livre, quando em comparação a épocas mais quentes do ano. Por outro lado, todos aqueles passeios indoors que a gente faz no verão também podemos fazer no inverno, e talvez até sejam mais bem aproveitados – afinal, vão estar mais vazios. Digo isso por experiência própria: voltei ao Canadá uns meses depois, no verão, e nem se compara a quantidade de gente que havia dentro da CN Tower! Com certeza consegui curtir a vista com mais calma no inverno.

ATIVIDADES DE INVERNO

Mesmo que as baixas temperaturas assustem os amantes do calor e deixem as pessoas mais propensas a ficar em locais fechados, o inverno também proporciona atividades únicas e sazonais, que não são possíveis de serem feitas em outras épocas do ano. Portanto, se você for à terra do hockey no inverno, aproveite para realmente curtir o frio e ter experiências diferentes!

Pensando nisso, trago abaixo 8 ideias de experiências que só se consegue ter visitando o Canadá durante os meses frios:

1. Esquiar ou fazer snowboarding

Essa lista não está em nenhuma ordem específica, mas coloquei esquiar e snowboarding no começo pois foi a primeira atividade diferente que pensei em fazer ao comprar as passagens aéreas.

O Canadá abriga mais de 250 estações de ski (ou esqui) espalhadas ao redor do país, contando com diferentes tipos de terreno e níveis de dificuldade. Muitas oferecem aulas de ski/snowboarding para iniciantes, o que é ótimo para quem é um zero à esquerda nos esportes, como eu.

Foto esquiando no Ski Bromont, em Montreal
Minha primeira aula de ski

Eu não sou uma pessoa esportiva, então levei como uma brincadeira. Saí da minha zona de conforto, levei um tombo bem bonito, e fiquei só na pista de super iniciantes junto de criancinhas de cinco anos (sério!), mas adorei a experiência!

Esses esportes de inverno não são baratos, então pesquisei bastante antes de escolher o local em que faríamos as atividades. Analisando o custo-benefício, optei por esquiar no Ski Bromont, perto de Montreal. Eu estava com meu irmão, que é skatista e por isso preferiu fazer snowboarding, devido à similaridade entre os esportes. Em breve, trago aqui um post contando sobre esse dia, experiência e valores mais detalhadamente.

2. Assistir a um jogo de hockey

O hockey é o esporte favorito do canadense e eles levam o campeonato muito a sério. Assim, verifique no calendário da NHL (National Hockey League) se haverá algum jogo na data em que você estiver visitando uma ou outra cidade.

Jogo de hockey no Canadá - uma boa atividade no inverno
Jogo de hockey

Optei por assistir ao jogo do Montreal Canadiens contra Winnipeg Jets, em Montreal. E nossa, que energia! É contagiante! Mesmo sem nunca ter visto uma partida de hockey antes, não tem como não entrar no clima do estádio. Achei muito divertido e há vários momentos de interação com a torcida. Além disso, é um esporte de certa forma fácil de entender pois tem uma lógica parecida com a do futebol: fazer gols na equipe adversária.

Atenção para duas dicas importantíssimas: 1) ao contrário dos demais locais fechados, em que há calefação, a temperatura na quadra de hockey é bem baixa (para que o gelo da quadra não derreta), então vá bem agasalhado. 2) Dependendo do local, não é permitido entrar com mochila! No Centre-Bell, em Montreal, pode-se apenas entrar com volumes pequenos.

3. provar o maple taffy

Que tal provar um picolé de xarope de bordo? Um tire d’érable sur na neige? Um maple taffy? Se nenhum desses nomes faz sentido, eu explico!

Provando o maple taffy, um picolé de xarope de bordo que é característico do inverno canadense.
Vai um maple taffy aí?

Sabe aquele folha que é o centro da bandeira do Canadá? Pois bem, é uma folha de maple, que em português se chama bordo e em francês, érable (para quem for ao Quebec). Um dos ícones da gastronomia canadense é o maple syrup, um xarope que lembra o nosso melado.

Um doce característico do inverno é derramar esse xarope na neve, que pela baixa temperatura logo endurece e fica tipo um picolé de puro maple syrup. Amo experimentar a gastronomia local, então recomendo provar o maple taffy, mas sugiro dividir com alguém! Ele é bem doce, mesmo.

4. patinar no gelo

Um clássico! Aproveitei a Nathan Phillip Square, em Toronto, toda transformada em pista de patinação para tentar patinar no gelo, bem na beiradinha e bem devagar. Até acho que ir devagar demais só complica as coisas, mas não quis arriscar.

Patinando no gelo em Toronto no inverno
Patinando em Toronto

O valor do aluguel do patins, em janeiro de 2019, foi CAD$ 10 para duas horas de uso. E mesmo que você não tenha pretensão de patinar, é legal ir até uma dessas pistas para observar as pessoas patinando – tem muita gente que dá um show e é lindo de ver!

5. visitar festivais ou eventos de inverno

De forma a trazer entretenimento para os próprios moradores, diversas cidades/prefeituras proporcionam eventos de inverno.

Por exemplo, Montreal tem o Fête de Neiges Snow Festival (um festival mais infantil que acontece no Parc Jean-Drapeau aos finais de semana, com brincadeiras para as crianças), o Igloofest (um festival de música eletrônica que acontece ao ar livre, ao lado da roda gigante Roue de Montréal), ou o Montréal en Lumière (com eventos gratuitos e telões iluminados pela cidade).

Ottawa conta com o já famoso Winterlude, um evento com esculturas de gelo, triatlo (corrida, esqui e patinação), tirolesas, descidas na neve, área de alimentação, entre outros.

Em Toronto e Vancouver pode-se conferir o Aurora Winter Festival, uma “mini cidade” criada para celebrar o inverno e o Natal. Patine no gelo, faça comprinhas no mercado natalino, saboreie um chocolate quente, assista às performances musicais ou vá até o “Polo Norte”.

Esses são apenas alguns exemplos de festivais existentes para tirar as pessoas de dentro de casa e fazê-las curtir a rua mesmo no frio. Pesquise por outros eventos e festivais na cidade onde você vai e tenho certeza de que irá encontrar algumas outras opções bem leais!

6. VER A AURORA BOREAL

Sim!! Não muita gente sabe, mas é possível ver a aurora boreal no Canadá. Um dos melhores lugares para isso é no Território de Yukon, lá na fronteira com o Alasca. A cidade de Whitehorse já é famosa pelos hoteis com vista para as luzes dançantes da janela do quarto. Um outro local famoso para ver o fenômeno é em Yellowknife, capital dos Territórios do Noroeste.

7. Visitar o Ice Hotel quebec

Um hotel feito de gelo? Oui, mon amour! O Hôtel de Glace ou Ice Hotel é o único hotel de gelo na América do Norte e fica em Quebec City. Consiste em uma estrutura temporária, que funciona apenas no inverno (aproximadamente de janeiro a março), ou seja, uma verdadeira atração turística. Você pode se hospedar e ter a experiência de dormir em uma cama congelada ou apenas tomar um drink ou chocolate quente no bar.

8. tirar fotos incríveis na neve!

A neve pode ser gelada, pode ser desconfortável, pode causar transtornos a quem mora em cidades que neva muito, mas não há como negar que é possível pra tirar cada foto linda na neve! Idealmente, em dia de sol e neve fofa. Então coloca o casaco e vai pra rua que não é em todos os lugares que temos um chão branquinho pronto pra servir de cenário fotográfico.

No Parc Jean-Drapeau, em Montreal, no inverno e neve
Bem feliz na neve!

em resumo…

Voltei ao Canadá alguns meses depois e consegui também conhecer Toronto no verão. Seria hipócrita da minha parte dizer que a experiência é a mesma, porque não é. No verão, há mais atrações ao ar livre, as pessoas ocupam mais a rua e os lugares públicos e o dia é mais longo.

Entretanto, o Canadá no inverno também é um destino turístico! É outro tipo de turismo, com atrativos e atividades diferentes, e talvez num outro ritmo. Mas, na minha opinião, vale a pena – inclusive, fiquei morrendo de vontade de voltar enquanto escrevia esse post. Portanto, se você tem o desejo de conhecer o Canadá mas só consegue férias no período de inverno, ou se você tem vontade de ter uma experiência de frio e neve, vá! Vá preparado, ou seja, de mente aberta e casaco fechado.

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Canadá no inverno: dicas para curtir o frio

Minha primeira experiência no Canadá foi em janeiro de 2019, quando fui a turismo em pleno inverno. Lembro que após comprar as passagens aéreas, quando eu comentava que viajaria para lá de férias, ouvi de várias pessoas que eu era louca, que lá é muito frio, que não há nada para fazer Canadá no inverno. Não é verdade!

Quer dizer, em partes. Sim, é frio. Muito frio. Por exemplo, peguei mínima de -18ºC e sensação térmica de -27ºC em Montreal (mas isso foi um dia só, nos demais a temperatura variava entre -6ºC e -13ºC). Por outro lado, TODOS os lugares tem calefação, então realmente só sentimos frio na rua. Mesmo nos momentos em que eu estava na rua, por ser turista eu fiquei constantemente pra lá e pra cá, caminhando e me movimentando, ou seja, mal deu tempo de sofrer muito.

Comparando com Porto Alegre, onde moro, vemos como a preparação estrutural em prédios é essencial para aguentar um inverno rigoroso: apesar de aqui não ter temperaturas tão baixas no inverno e nem nevar, sentimos frio praticamente o tempo inteiro e é necessário estar constantemente agasalhado. Lá, não. Além disso, aqui é úmido, e lá o frio é seco.

Apesar do frio, é possível sim curtir o Canadá no inverno, mas é preciso estar com as roupas adequadas. Pensando nisso, trago neste post dicas essenciais para driblar o frio e aproveitar a viagem.

Nunca ficar sem luva na rua

É de extrema importância manter as extremidades aquecidas, e não sei quem é o louco que andaria de chinelo em meio à neve. Entretanto, o mesmo cuidado não é tão óbvio com as mãos. Por exemplo, eu achei que a foto “segurando” a roda gigante ficaria mais bonita se eu tirasse as luvas…

Foto da roda gigante de Montréal, com os braços abertos imitando segurá-la. Sem luvas, ou seja, despreparada para o frio do inverno canadense.
La Grande Roue de Montréal – passando frio nas mãos!

Que sofrimento! As mãos começam a ficar sem sensibilidade em poucos minutos, e precisei de ajuda para colocar as luvas de volta após a foto, pois realmente não conseguia mais segurá-las. Difícil. Em dados momentos, precisava tirar a luva para mexer no celular, mas sempre o mínimo de tempo possível.

Além disso, recomendo ter duas luvas: uma de lã, molinha (que permite maior mobilidade nas mãos) e por cima uma impermeável pra poder tocar na neve sem molhar a luva de lã.

USAR UM CASACO QUENTE E iMPERMEÁVEL

Assim como a luva de lã, um casaco de lã molha em contato com a neve. Sendo assim, o melhor é utilizar um casaco impermeável, e de preferência que tenha sido feito para temperaturas tão baixas. Quem mora em lugares quentes aqui no Brasil e não tem nenhum casaco, o ideal é comprar lá (mas leve algum para chegar!). Quem já tem casacos de inverno pode se virar com mais camadas de roupa, comprar um novo ou pegar emprestado. Eu peguei emprestado de uma amiga que tinha morado lá (e não, ela nunca conseguiu usá-lo no Brasil por ser muito quente, mesmo no inverno gaúcho).

Usar um gorro que tape as orelhas

Lembra o que eu falei sobre cobrir as extremidades? Pois bem, orelhas também são extremidades! Esse da primeira foto não é dos melhores, pois não cobria direito as orelhas e ainda era meio “furadinho”. O melhor é um mais compridinho, como o da foto abaixo:

Foto olhando o rio no Parque Jean Drapeau, em Montreal. Usando um gorro quente e de lã para aguentar o frio no Canadá.
No Parque Jean-Drapeau, em Montreal

se vestir em camadas

A primeira coisa a fazer quando entramos em um lugar fechado é sempre tirar o casaco, devido à calefação. Entretanto, por vezes a temperatura indoors está tão mais alta que é preciso também tirar o blusão ou alguma outra peça de roupa mais quente que estamos vestindo. Houve um dia em que eu estava com uma segunda pele dessas meio transparentes (tecido de meia-calça, sabe?) por baixo do blusão e passei calor por não poder tirá-lo. Por isso, a dica é se vestir em camadas “independentes”.

A única parte mais “complicada” das camadas são nas pernas, pois não é nada prático tirar uma meia-calça ou calça térmica. Nesse caso, eu aguentava mesmo.

procure lojas especializadas

Falando em segunda pele e calça térmica, lojas como Decathlon oferecem opções de roupas e acessórios específicos para o frio, pensando em quem vai praticar esportes de neve. Entretanto, não esqueça da boa e velha lã! Por vezes queremos utilizar as tecnologias mais modernas, mas a lã ainda é uma das melhores aliadas de quem pega temperaturas negativas.

utilizar um calçado de inverno

A neve (na verdade o gelo) deixa o chão escorregadio, então uma bota ou tênis de solado liso é uma armadilha para a queda. Pensando nisso, comprei uma botinha de inverno na Decathlon que além de ter vincos no solado, era forrada com lã para aquecer os pés. Foi ótima, não deixou passar umidade do chão e da neve e eu só levei um tombo! Entretanto, a bota era de cano curto, então não protege naqueles casos de “afundar” o pé na neve (não aconteceu comigo).

Na foto abaixo, é possível ver a botinha. Era meu primeiro dia e eu ainda não tinha aprendido sobre a importância de estar sempre com luvas na rua.

Foto na rua em Montreal, Canadá, vestindo um gorro, casaco impermeável, cachecol e bota de inverno.
Modelito inverno canadense

Dica bônus: cuidado com o celular no frio!

Ninguém me avisou e eu não tinha lido em blog nenhum, então descobri da pior forma possível que a bateria do celular descarrega sozinha em temperaturas muito baixas.

Estranhei quando meu telefone apagou do nada enquanto eu gravava uns vídeos. Ele estava com uns 70% de bateria e de repente passou a mostrar o sinal de que era preciso carregá-lo. Isso aconteceu três vezes até eu ligar os pontos: a bateria não aguenta muito tempo no frio! Quando percebi, passei a fazer um uso mais rápido na rua e colocá-lo de volta no bolso para mantê-lo aquecido.

Em resumo, se você tem vontade de ir para o Canadá (ou algum outro lugar frio) mas só tem disponibilidade de data no inverno, ou se quer viver mesmo essa experiência de frio, saiba que sua viagem vai ser diferente de quem vai no verão, mas não pior! Dá pra curtir bastante e tirar fotos lindas na neve.

Um Feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 4

Em junho de 2018, passei o feriadão de Corpus Christi em Foz do Iguaçu. Este é o último de uma série de 4 posts que mostra como é possível conhecer a cidade em apenas 4 dias, então não deixe de conferir a parte 1 aqui, a parte 2 aqui e a parte 3 aqui.

Dia 4: POLO ASTRONÔMICO, CASSINO, MUSEU DE CERA, BAR DE GELO

Como comentei nos posts anteriores, o quarto dia foi de retorno a Porto Alegre. Entretanto, se você tiver mais tempo que eu para curtir a cidade (e quiser também curtir a cidade com atividades que vão além do ecoturismo), deixo aqui algumas sugestões de outros passeios.

Olhar para o céu no polo astronômico

O Polo Astronômico Casimiro Montenegro Filho faz parte do Parque Tecnológico Itaipu e contempla observações em telescópios e a olho nu, bem como sessões no planetário e divulgação e explicação de fenômenos astronômicos e científicos. Há exposições de réplicas e miniaturas de sondas, naves espaciais e simuladores.

Funciona de terça a domingo, e o passeio dura em média duas horas e meia, com saídas às 10:00h e 16:00h. O ingresso custa R$28,00, mas crianças até 5 anos não pagam. Atenção: é proibido entrar com comidas ou bebidas.

Polo Astronômico em Foz do Iguaçy
Polo Astronômico – Foto: Divulgação

VISITAR UM CASSINO EM PUERTO IGUAZU

Para quem tem curiosidade em saber como é um cassino (ou até mesmo apostar por lá), atravesse a fronteira da Argentina e divirta-se em Puerto Iguazu. Um dos cassinos mais famosos é o Casino Iguazú, aberto em 1994 localizado no Iguazú Grand Resort Spa & Casino.

São 40 mesas de jogo e 220 máquinas slots (caça-níquel). A idade mínima para ingresso no cassino é 18 anos.

Entrada do Casino Iguazú
Casino Iguazú, em Puerto Iguazú. – Foto: Divulgação.

visitar o museu de cera dreamland

Anos atrás, visitar um museu de cera era coisa de quem ia ao exterior, em uma das muitas unidades do Madame Tusseaud’s. Não mais. Uma visita ao Dreamland em Foz do Iguaçu proporcionará risadas e fotos ao lado de celebridades e ícones mundiais e brasileiros, tais como Michael Jackson, o Papa ou até mesmo o pirata Jack Sparrow.

Aberto das 08:00 às 22:00 de terça a domingo e das 08:00 às 19:00 nas segundas-feiras, o museu conta com mais de 100 réplicas de personalidades do mundo da música, política, esportes, cinema, entre outros. O ingresso adulto custa R$80,00 (valor de 2019), e há tarifa reduzida para idosos acima de 60 anos, estudantes, crianças e doadores de sangue do estado do Paraná.

Museu de cera Dreamland
Fachada do museu de cera Dreamland – Foto: Divulgação.

congelar (só um pouquinho) no bar de gelo dreams ice bar

De mesmo dono do Dreamland, o Dreams Ice Bar é o maior bar de gelo do Brasil. As paredes e esculturas são feitas de gelo, e o bar disponibiliza luvas e jaquetas para os visitantes (calças e sapatos, não). No bar, a bebida é liberada por meia hora – as opções são licores, coquetéis, bem como refrigerantes, achocolatados e coquetéis sem álcool.

O ingresso adulto custa R$70,00 e há passaportes para curtir mais de uma atração do Grupo Dream por um preço menor.

Dreams Ice Bar - um bar de gelo em Foz do Iguaçu
Dreams Ice Bar – Foto: Divulgação

The end

Termino aqui a série de posts sobre o que fazer em Foz do Iguaçu. Tem alguma outra sugestão? Deixa um comentário aqui embaixo! Novas atrações ainda podem ser adicionadas ao post futuramente.

Um feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 2

Em junho de 2018, passei o feriadão de Corpus Christi em Foz do Iguaçu. Consegui conhecer muitas das principais atrações da cidade em apenas 4 dias, e explico o dia a dia da viagem nesta série de 4 posts. Se perdeu o começo dessa história, clique aqui.

DIA 2: PARQUE NACIONAL IGUAZÚ – ARGENTINA

O segundo dia foi o meu favorito de todos. Partimos então para atração mais desejada: as Cataratas do Iguaçu! As Cataratas ficam na divisa entre Brasil e Argentina, mais precisamente na Argentina, mas desaguando no Rio Iguaçu, que faz a fronteira. A maior diferença, então, é que na Argentina vemos as Cataratas do alto, onde caem, enquanto no Brasil, as vemos de baixo, mais de longe.

Muitos dos brasileiros que visitam as Cataratas acabam por visitar apenas o lado brasileiro, talvez por precisarem cruzar a fronteira até a Argentina, ou também pelo ingresso ser mais caro. Entretanto, se eu pudesse dar apenas um conselho, seria: visite o lado argentino. É sério.

Na Argentina, o parque que abriga as Cataratas se chama Parque Nacional Iguazú e ele é enorme! São 67.720 hectares de área de preservação da natureza, então reserve um dia inteiro para a sua visita, e vá com calçados confortáveis para caminhar bastante. Tem cada lugar mais lindo que o outro lá! Antes de chegarmos nas quedas d’águas principais, há várias pelo caminho, já nos preparando para o que vem lá.

O ponto forte das Cataratas é, sem dúvida alguma, a Garganta do Diabo. É onde cai a maior quantidade de água junta, em um abismo de 80 metros de altura, 150 de largura e 700 de comprimento, formando um U. Quando estamos no lado brasileiro, vemos esse abismo mais ao longe e de baixo. Mas no lado argentino, chegamos ao lado da grande queda d’água, lá em cima, e toda a caminhada (e trenzinho) até lá é altamente recompensada!

Grande vazão d'água na Garganta do Diabo
Absolutamente impressionada com a quantidade de água na Garganta do Diabo

Eu fiquei embasbacada, maravilhada, boquiaberta, realmente sem palavras ao chegar lá. A quantidade de água caindo é absurda e percebemos a força da natureza em toda sua magnitude. Esse momento, no alto da Garganta do Diabo, foi sem dúvidas o ponto alto de toda a viagem! A parte mais fantástica e memorável. Por isso, repito: tire um dia e um dinheirinho a mais para visitar o Parque Nazional Iguazú.

Dica essencial: leve capa de chuva! Não tem como chegar pertinho dessa água toda e não sair en-so-pa-do!

Os ingressos para o parque são vendidos na hora, e o valor do ingresso é expresso em pesos argentinos no site, mas convertidos para reais em loco. Em 2018, paguei R$135,00 pelo ingresso, que não tinha direito a meia-entrada de estudante. O preço varia com a nacionalidade/residência e idade. Residentes de Puerto Iguazú, por exemplo, são isentos. Residentes da região de Misiones pagam o valor mais baixo, em seguida argentinos, residentes do Mercosul, e por fim demais nacionalidades pagam mais caro. Há também descontos para criança, mas não para idosos. A lista completa e atualizada do valor dos ingressos pode ser encontrada aqui.

PASSEIO DE BARCO PELAS CATARATAS

Um passeio opcional realizado tanto no lado argentino quanto no brasileiro é o passeio de barco no rio Iguaçu, em que se pode chegar pertinho das cataratas e inclusive embaixo de uma das quedas d’água. O passeio é o mesmo dos dois lados, mas conforme informação passada pelo guia, no Brasil ele é mais caro. Então, se você se interessar, se organize para sair da Argentina. Eu fiz esse passeio e foi incrível!

Passeio de barco no rio Iguaçu
Passeio de barco no rio Iguaçu

Todo o percurso tem duas horas de duração. Fazemos um safári no meio do parque, da selva, e há chances de ver alguns animais selvagens diferentes. Eu vi uns macaquinhos. Chegamos até a beira do rio, entramos em um barco e colocamos todos os nossos pertences em bolsas impermeáveis. Em seguida, o barco segue pelo rio até às primeiras quedas, que ainda não são tão fortes e não é perigoso. Vamos até embaixo delas e obviamente nos molhamos muito, a capa de chuva não adianta pra nada! O tempo dentro do barco deve ser uns 30 a 35 minutos.
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O valor desse passeio não é barato: R$250,00 por pessoa. Entretanto, escolhi investir na experiência e achei que valeu muito! Achei demais poder ver as cataratas debaixo e sair literalmente de alma lavada… Quem fizer, lembre de levar uma muda de roupa completa pra trocar depois. O ingresso se compra ao lado da bilheteria na entrada do parque.

TO BE CONTINUED…

No próximo post, falarei sobre o terceiro dia da viagem, onde finalmente visitei o lado brasileiro das Cataratas do Iguaçu. Até lá!

Um feriadão em Foz do Iguaçu – Parte 1

Ano passado, no feriadão de Corpus Christi, visitei pela primeira vez Foz do Iguaçu. A viagem foi de apenas 4 dias (já incluindo deslocamento), e no começo ainda pensei se valeria a pena, se não seria pouco tempo, já que iria de ônibus… E quer saber? Ainda bem que eu fui! Há tempo o suficiente para conhecer não apenas as Cataratas do Iguaçu, mas também outros pontos turísticos importantes.

Organizo a maioria das minhas viagens sozinha, mas essa eu fiz com agência. Fui de excursão com a Trip Tri, uma empresa gaúcha especializada em roteiros rodoviários. Valeu muito a pena pois foi ótimo para melhor aproveitamento do tempo! Sem contar que o roteiro já estava pronto, calculado, então sabíamos que seria possível realizar todos os passeios previstos.

Em quatro dias, visitei: o Templo Budista, a Hidrelétrica de Itaipu, o Marco das Três Fronteiras, as Cataratas do Iguaçu do lado brasileiro e argentino, o Parque das Aves, e ainda deu tempo para uma voltinha no Paraguai! Quer saber como? Nessa série de 4 posts, vou contar o que fiz e onde visitei em cada dia.

Dia 1: Templo Budista, Itaipu e Marco das três fronteiras

O feriado era na quinta, então saímos de Porto Alegre na quarta-feira lá pelas 19h. Chegamos em Foz do Iguaçu no fim da manhã do dia seguinte, e após almoçar, nos dirigimos ao Templo Budista.

Templo budista chen tien

Templo budista em Foz do Iguaçu
A praça central, com as estátuas de Buda enfileiradas e o templo ao fundo

O templo budista de Foz do Iguaçu tem o nome de Chen Tien e foi construído em 1966. É um dos maiores da América Latina, e tem uma impressionante praça central com 120 estátuas de Buda! Logo na entrada, há esta estátua maior, de 7 metros de altura.

Estátua de Buda no templo Chen Tien
Estátua de Buda no templo Chen Tien

É um lugar tranquilo, de entrada gratuita. Ficamos lá por volta de uma hora e, na minha opinião, foi tempo o suficiente.

Praça central do templo budista em Foz do Iguaçu
Não fiquei pequena perto das estátuas? São mais de 100!

hidrelétrica de itaipu

A usina hidrelétrica de Itaipu, também chamada de Itaipu Binacional, localiza-se na fronteira entre Brasil e Paraguai e é a maior usina do mundo em geração de energia! Apesar disso, justamente por dividir com o Paraguai, não é a maior usina brasileira. Estranho? Pois é.

Lá, fizemos o tour panorâmico, em que, além de aprendermos sobre o local e sua história, também podemos ver o vertedouro de água e a barragem.

Mirante para a Barragem de Itaipu
A impressionante barragem de Itaipu

O vertedouro descarrega a água não utilizada e tem uma vazão 40 vezes maior que a média das Cataratas do Iguaçu! Por isso, só é possível vê-lo em operação na época de cheias. Em Foz, chove mais entre outubro e março.

Vertedouro de água de Itaipu
Moldura para o vertedouro de água de Itaipu, que não estava em operação

Esse passeio dura aproximadamente 2 horas e o valor atualizado, em 2019, é de R$42,00. Existe meia-entrada para diversos grupos de pessoas, tais como estudantes, idosos, crianças, professores e doadores de sangue. Os ingressos podem ser comprados aqui.

Além disso, existem também outras opções de passeios, tais como visitar Itaipu à noite ou inclusive conhecer a usina por dentro.

MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS

O Marco das Três Fronteiras é o encontro das fronteiras entre Brasil, Argentina e Paraguai, representado na forma de um obelisco fixado há mais de 100 anos! O hot point para fotos é a placa indicativa dos países.

Placa da tríplice fronteira em Foz do Iguaçu
Tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai

O local é uma atração não apenas pela sua importância geográfica, mas também por ter abrigar um Complexo Turístico extremamente agradável com opções gastronômicas regionais (restaurantes e food trucks), shows culturais, lojas e uma iluminação espetacular, que também tem seu show de luzes e águas ao lado do obelisco.

Obelisco no marco das três fronteiras
O obelisco é das cores do Brasil, propositalmente

Fomos à noite, mas dizem que o pôr-do-sol é espetacular! Chegamos a tempo das apresentações de dança folclóricas. Tivemos que esperar um pouquinho, mas vale a pena! Os artistas dançam músicas típicas dos três países, trajados a rigor. As apresentações acontecem de terça a domingo, às 19h30 e 20h.

O Complexo Turístico Marco das Três Fronteiras fica aberto das 14h às 23h. O ingresso adulto custa R$24,00, mas há meia-entrada de R$13,00 para crianças de 6 a 11 anos, idosos brasileiros acima de 60 anos, estudantes e professores do estado do Paraná. Residentes de Foz do Iguaçu são isentos, bem como crianças de 0 a 5 anos.

Entrada do marco das três fronteiras
A entrada do Marco das Três Fronteiras

TO BE CONTINUED…

Com isso, demos por encerrado o primeiro dia. Já aviso que o dia 2 foi o meu preferido, mas os detalhes sobre ele vocês encontram no próximo post.

5 praias para conhecer em Balneário Camboriú e região

Sou apaixonada pelo litoral catarinense. Não que eu o conheça por completo, mas já passei muitas temporadas nas praias desse estado vizinho ao meu, e não canso de me encantar com a natureza e beleza de Santa Catarina.

Por isso, no último carnaval fui a Balneário Camboriú, um lugar que muito visitei quando criança, mas que já fazia quase 15 anos que não ia. E que bela escolha para um feriado! Eu lembrava da orla, do calçadão com prédios altos e da beira da praia, mas a região de BC (como carinhosamente é chamado Balneário Camboriú, para encurtar o nome) oferece muito mais do que apenas 1 opção litorânea maravilhosa. Acompanhe as dicas abaixo para saber mais!

Orla de Balneário Camboriú
Beira da praia de Balneário Camboriú

Camboriú ou balneário CAMBORIÚ?

Antes de falar das praias, vamos esclarecer um ponto importante: Camboriú e Balneário Camboriú não são o mesmo lugar. Já foram, mas em 1964 Balneário Camboriú se emancipou e tornou-se município.

Hoje em dia, BC abriga 128 mil habitantes, mas chega a 4 milhões no verão! Os setores hoteleiro e imobiliário são fortes na região, e quem vem pela BR-101 sentido sul-norte percebe rapidinho que chegou a BC: a quantidade de prédios altos que surgem a leste da estrada impressiona.

PRAIA CENTRAL DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ

Visualmente falando, Balneário Camboriú impressiona pela quantidade de prédios e arranha-céus construídos (e em construção) à beira-mar. A lei municipal não impõe um limite de altura para construções, fazendo com que inúmeras construtoras lançassem empreendimentos gigantescos ao longo da Avenida Atlântica (e outras partes da cidade também). Inclusive, um desses prédios é anunciado como o mais alto da América Latina, com 82 andares. Por isso, BC tem um skyline diferenciado, urbanizado.

Prédios altos na orla de Balneário Camboriú
Os muitos prédios na orla de Balneário Camboriú

Aliás, gosto dessa palavra para descrever BC: urbana. É praia, mas tem comércio, vida noturna (por sinal, já foi considerada a capital nacional da música eletrônica), lojas, shoppings e outros atrativos típicos de cidades maiores. Vou arriscar aqui e dizer que, às vezes, dependendo da rua em que estava, me lembrava muito Copacabana.

O carnaval este ano foi em março, então já um pouco fora de temporada. A beira da praia não estava lotada, mas sei que isso é bem comum nos meses de janeiro e fevereiro. Vá cedo, não apenas para conseguir um lugar bom, mas também para aproveitar algo que não costuma faltar nas praias no verão: sol.

Por causa dos altos edifícios costeiros, ali pelas 15h a sombra dos prédios já começa a ser projetada para a areia. Em não muito tempo, o sol já não alcança mais os banhistas, e há apenas sombra na areia e na beira do mar. Mas se você ainda quiser curtir a praia até o fim do dia, há outras opções de praias sensacionais na região!

PRAIA DE LARANJEIRAS

Eu tinha ido à Praia de Laranjeiras aaaanos atrás, lá por 2002 ou 2003. Lembro que fiquei encantada com a calmaria do mar, que é uma piscina de tão tranquila! Voltei esse ano, com toda aquela expectativa e… me frustrei.

Não pelo mar. Continua sendo uma piscina! Mas a praia estava tão lotada que não havia quase lugar para o guarda-sol. Chegamos perto das 11h (não muito cedo, eu sei) e conseguimos um cantinho quase dentro da água. Uma meia hora depois já tinham se formado duas novas fileiras à minha frente. Olha nas fotos!

Eu não sei se no início dos anos 2000 Laranjeiras não tão popular, ou se, por ser criança, não dei bola se a praia estava lotada. Laranjeiras é um pequeno paraíso, mas exige paciência de quem não gosta de muito tumulto. Mesmo chegando cedo para conseguir um local melhor na areia, logo em seguida haverá barracas e pessoas por toda a praia, então é bom saber disso de antemão. Há quem não se importe (e eu mesma muitas vezes não me importo), mas dessa vez estávamos procurando um pouco mais de sossego, por isso a frustração. Ainda assim, recomendo a visita (cedinho), nem que seja apenas para apreciar o visual, que é lindo.

Pode-se chegar a Laranjeiras de carro, teleférico ou barco pirata. O teleférico é atração do Parque Unipraias, onde 47 bondinhos ligam a Barra Sul de Balneário Camboriú à Praia de Laranjeiras, passando Morro da Aguada. O ingresso permite descer dos bondinhos para admirar a vista e passear no parque (que conta com atrações turísticas e de aventura). Sem paradas, o percurso dura 30 minutos. O valor do ingresso em 2019 é R$42,00 o adulto. Crianças (06 a 12 anos) e idosos (maiores de 60) pagam meia. Crianças de até 05 anos não pagam.

Minha primeira ida a Laranjeiras foi de barco pirata. Ele parte da Barra Sul e é um passeio temático, com piratas fazendo shows e “duelos”. O percurso dura em torno de uma hora até Laranjeiras, e se pode desembarcar e retornar a BC em um dos próximos barcos. Em 2019, o valor era R$45,00 o adulto. Pelo que andei lendo, o passeio não mudou muito desde que fui.

PRAIA DO ESTALEIRO

A 11 quilômetros do centro do Balneário Camboriú, a Praia do Estaleiro é ótima para quem gosta de tranquilidade. Preciso dizer que me apaixonei de primeira! É perfeita para descansar, pois não vi algazarra, nem gente amontoada, nem um milhão de ambulantes. Inclusive, há poucas crianças, e acredito que o mar agitado contribua para isso.

Mar agitado na Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú
O mar agitado da Praia do Estaleiro

Logo na entrada de acesso à praia há alguns restaurantes à beira-mar, com cadeiras e guarda-sóis na areia. Não cobravam aluguel para a sua utilização e nem consumação mínima. Ficamos ali, mas os preços do cardápio são um pouco salgados em comparação com a praia central de Camboriú. Quem quiser levar sua própria cadeira e guarda-sol pode se instalar na faixa de areia um pouco mais adiante, onde também há bastante banhistas (mas com bastante espaço entre um e outro!).

A areia de Estaleiro é fofa, mais grossa e fica um pouco mais alta que o mar. É gostoso caminhar pela praia e ir até as rochas que separam a Praia do Estaleiro da Praia do Estaleirinho, apreciando a vista, mas tenha cuidado ao entrar no mar! Ele é muito agitado, com ondas altas e fortes. Não recomendo deixar crianças irem sozinhas.

Beira da Praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú
Areia fofa

Algo legal da Praia do Estaleiro é que recebeu a Bandeira Azul, isto é, um selo ambiental internacional concedido a praias que cumprem certos critérios de qualidade de água, banho, segurança e gestão ambiental. Um júri internacional avalia as praias anualmente, e no Brasil, 15 praias receberam a Bandeira Azul na temporada 2018-2019, sendo Estaleiro e Estaleirinho duas delas.

PRAIA DO ESTALEIRINHO

Fomos já no fim da tarde, após visitar a Praia do Estaleiro. A entrada impressiona por ser bonita, apresentando uma estrutura com calçamento e jardinagem, paredes coloridas e banheiro fechado.

Tem algumas opções de restaurantes, mas ficou conhecida por ser um point de baladas, inclusive à beira-mar! Estávamos de roupas de banho, sem condições de entrar em qualquer balada, mas a festa na Casa del Mar parecia ótima! Essa casa de festas tem um lounge com acesso direto à praia.

O mar de Estaleirinho também é agitado mas não tanto quanto Estaleiro (ao menos no dia em que fomos), e ficamos um bom tempo curtindo a água. Vi mais crianças em Estaleirinho que em Estaleiro.

Beira da Praia do Estaleirinho, em Balneário Camboriú
Praia do Estaleirinho, já bem vazia no fim do dia

Também tem a Bandeira Azul hasteada.

PRAIA BRAVA

Outra praia pela qual me apaixonei! Praia Brava pertence ao município de Itajaí e é uma praia com estrutura: tem uma avenida central com farmácias, restaurantes, até um espaço com food trucks. Também tem um calçadão e ciclovia! Percebe-se que é um local bem cuidado. A extensão da praia é longa, havendo, portanto, mais espaço na beira da praia. Fica ao norte do Morro do Careca e é uma delícia de passar o dia. Da próxima vez que voltar à região, quero me hospedar em Praia Brava.

Orla da Praia Brava, em Itajaí
Praia Brava, com o Morro do Careca ao fundo

O canto sul da praia, encostadinho no Morro do Careca, se chama Praia dos Amores e pertence a Balneário Camboriú. Entretanto, uma é continuação da outra.

Vista da Praia Brava do alto do Morro do Careca, em Balneário Camboriú
Vista da Praia Brava do alto do Morro do Careca

BÔNUS: MORRO DO CARECA

Não é praia, mas vale muito a visita! O Complexo Turístico Morro do Careca fica no extremo norte de BC (fazendo divisa com Itajaí) e tem a vista mais linda! Lá do alto, a 104 metros acima do nível do mar, pode-se admirar o skyline de Balneário Camboriú, a Praia dos Amores, a Praia do Buraco e a Praia Brava à esquerda.

Vista do alto do Morro do Careca para a orla de Balneário Camboriú
Morro do Careca, vista para Balneário Camboriú

Para quem gosta de aventura, pode-se saltar de asa delta ou parapente com instrutores credenciados. Confesso que fiquei com vontade! Acho que só não pulei de parapente porque paramos lá antes de pegarmos a estrada para voltar a Porto Alegre, então atrasaria bastante o roteiro.

E aí, gostou das dicas? Já foi nessas ou em alguma outra praia de Balneário Camboriú? Escreve nos comentários a sua opinião, depoimento ou perguntas!

Serra Gaúcha: um passeio de rafting pelo Rio Paranhana

A Serra Gaúcha é uma delícia. Tem tanta coisa pra ver e pra fazer! Eu, que nasci em Porto Alegre e até que já passeei bastante pelo estado, sinto que ainda há muito mais a descobrir.

Em dezembro de 2018 tive o prazer de fazer um passeio de rafting a convite da empresa Brasil Raft Park, juntamente de outros blogueiros de viagens. A aventura aconteceu no município de Três Coroas e hoje vou contar em detalhes como foi e minha impressão.

Vem comigo!

Três Coroas

Três Coroas é uma cidade de mais ou menos 25 mil habitantes a 92 km de Porto Alegre e 20 km de Gramado. Faz divisa com os famosos municípios de Canela e Gramado e é conhecida pelas suas opções de turismo de aventura, como rafting, canoagem, mountain bike, corrida de aventura, tirolesa, entre outros. Além disso, outra atração turística da cidade é o templo budista Khadro Ling.

O Rio Paranhana faz a divisa de Três Coroas e Canela e é nele que fiz o passeio de rafting. Essa foi a quarta vez que fiz rafting (as quatro nesse rio) e olha, não sou uma pessoa muito destemida para esportes, não (tentei rapel e não foi legal). Mas esse esporte é uma delícia!

Rafting: o esporte e a minha experiência em três coroas

Para quem não conhece, o rafting é um esporte aquático praticado em grupo, em que descemos uma corredeira em um bote com remos. Apesar de exigir do praticante um mínimo de coordenação motora, vi crianças fazendo a atividade (ou, dependendo da idade, apenas acompanhando o bote) e todos recebem instruções e equipamento de segurança (capacete e colete salva-vidas), além de contar com um instrutor credenciado em cada bote.

Bote de rafting em Três Coroas
A configuração de um bote de rafting

Geralmente, as empresas atuantes na região oferecem duas opções de extensão de passeio no Paranhana: 4 ou 8 km. O percurso de fizemos foi de 8 km, com a Brasil Raft Park.

O próprio nome já diz: é um parque, oferecendo espaços de lazer, descanso e aventura. Além de rafting, a Brasil Raft Park oferece outras atividades como tirolesa, quadriciclo, paintball, canopy, rapel, arco e flecha…

Slackline no Brasil Raft Park
Arriscando um slackline

Chegamos perto do meio-dia e fomos recebidos pelo Cristian, um dos sócios-fundadores da Brasil Raft Park. Ele, que fez parte da seleção brasileira de canoagem e participou do comitê organizador dos jogos olímpicos Rio 2016, nos explicou que a Brasil Raft proporciona não apenas as atividades de turismo de aventura, mas também tem parcerias com escolas para desenvolvimento da educação ambiental e oferece também opções de eventos de treinamentos e vivências empresariais.

Existem três horários de saída dos botes por dia. Como o nosso era apenas às 15h, aproveitamos as instalações do parque para fazer um piquenique e descansar. Há mesinhas, redes, um restaurante/copa com opções de comidas e bebidas, slackline..

Piquenique no Brasil Raft Park, em Três Coroas
Nosso piquenique na área das mesas cobertas. Redes ao fundo, para descansar.

Lá pelas 14h30min, começamos a nos aproximar da área central para preenchimento dos documentos relacionados à segurança e pessoa para contato, caso necessário. Recebemos também o capacete e colete, para usarmos por cima da nossa roupa mesmo – o macacão de neoprene (alugado a R$15,00) só é utilizado no frio (sim, tem rafting no inverno!). Nos pés, podemos usar o próprio tênis ou alugar uma das botinhas de neoprene do local (R$10,00 o aluguel).

Equipados para o rafting em Três Coroas
Todos prontos!

Todos os participantes daquele horário sobem em um caminhão ou ônibus que nos leva até a Barragem das Laranjeiras, onde começa o percurso. Preciso dizer que só essa barragem já é lindíssima!

Prontos no bote para o rafting em Três Coroas, em frente à Barragem das Laranjeiras
Começo da aventura na Barragem das Laranjeiras

O nosso instrutor foi o Ervilha, que nos fez rir do começo ao fim! O bote não virou (muita habilidade desses aventureiros, como o pessoal da Brasil Raft fala), nos divertimos muito, e ainda paramos em alguns pontos para fazer floating (descer a corredeira fora do bote, flutuando com o colete salva-vidas), pular no rio de uma plataforma de salto de 5 metros, de onde sai uma tirolesa, e fazer “surf” com o bote em uma onda no meio do rio, deixando a água entrar no bote de propósito.

Surf no Bote durante o rafting em Três Coroas
Surf no bote. Só diversão!

Ah, e falando nisso: molha bastante, viu? Molha muito! Quase desapareci nessa foto, de tanta água:

Surf no bote em Três Coroas. Água entrando dentro do bote.
Ensopados, claro ou com certeza?

A atividade completa, desde receber o equipamento de segurança até chegar novamente no parque, demora umas 3 horas. Na chegada, de volta, há vestiários com chuveiros quentinhos.

Valores e minha opinião

O valor do rafting (em dezembro de 2018) é R$75,00 por pessoa, mais o ingresso do parque, que custa R$10,00 por pessoa (ingresso aventureiro). Entretanto, se algum familiar ou amigo quiser passar o dia junto de um aventureiro, mas não quiser fazer alguma atividade de aventura, essa pessoa paga o ingresso de acompanhante, R$15,00. E, para quem quiser apenas curtir as instalações do parque, sem se aventurar em nenhuma das modalidades oferecidas, o valor do ingresso visitante é R$20,00.

A nossa estadia e atividade foi cortesia da Brasil Raft Park, mas tudo o que estou dizendo aqui é 100% a minha opinião sincera. E eu curti de-mais! Apesar das brincadeiras e piadas, é notável a seriedade e paixão da equipe naquilo que fazem. As atividades são proporcionadas com muita segurança, os equipamentos são bem cuidados e a equipe é realmente profissional. Recomendadíssimo!

Airbnb: Como funciona?

Este é o primeiro post da série Aprendendo a viajar e vou falar de uma opção de hospedagem chamada Airbnb. Com certeza o Airbnb não é novidade para muitos, mas decidi escrever este post após ver muitas pessoas com dúvidas quanto a como ele funciona ou se é seguro. Essas e outras perguntas serão respondidas ao longo do post, e ao final ainda vou deixar um bônus 😉

Sala do apartamento alugado por Airbnb
Sala do Airbnb que me hospedei em São Paulo, em 2018.

O que é o Airbnb?

O Airbnb é uma empresa americana, fundada em 2008, que une pessoas dispostas a alugar seus imóveis e viajantes em busca de um lugar para ficar. Ou seja, o Airbnb, por si só, não é o dono das acomodações, mas sim o intermediador.

Os anfitriões (donos ou responsáveis pelo imóvel) podem alugar os seguintes tipos de acomodação:

  • Espaço inteiro: você fica com o imóvel só para você. Até hoje, só aluguei desta forma.
  • Quarto inteiro: você aluga um quarto individual em um apartamento ou casa, mas haverá outras pessoas também no local. Muitas vezes, os donos do imóvel moram ali, estão com um quarto sobrando e o colocam para aluguel.
  • Quarto compartilhado: você divide não apenas o imóvel, mas também o quarto com outras pessoas.
  • Quarto de hotel: alguns hotéis, pousadas e afins também divulgam seus quartos pelo Airbnb.

O Airbnb também oferece uma modalidade chamada experiência, para passeios e atividades, mas este post falará apenas sobre a modalidade hospedagem.

Como usar o Airbnb

Quando estou fazendo uma busca, sempre começo aplicando o filtro do tipo de acomodação (espaço inteiro) e faixa de preço por noite. Os preços de cada acomodação ficam a critério do anfitrião. Na busca, o valor é mostrado por noite, mas é importante lembrar que ainda serão incluídas as taxas (taxa de serviço do Airbnb e limpeza). Verifico fotos, localização e comentários deixados por outros hóspedes (falaremos mais sobre isso adiante), e então envio uma mensagem ao anfitrião me apresentando e demonstrando interesse na hospedagem.

É muito importante esse primeiro contato para que o anfitrião saiba quem você é, de onde vem, o que vai fazer na cidade. Como essa é uma plataforma muito mais pessoal do que alugar um quarto de hotel, por exemplo, é sempre legal dizer por que você quer ficar na casa dessa pessoa.
Além disso, é após esse primeiro contato que o anfitrião vai dar o OK no sistema para você efetuar a reserva.

Como toda regra tem sua exceção, algumas hospedagens podem estar com a opção Reserva Instantânea ativada permitem que você efetue a sua reserva imediatamente, sem precisar falar com o anfitrião primeiro.

Você pode enviar quantas mensagens quiser, para quantas acomodações quiser, até decidir qual alugará. O envio de mensagens é gratuito.

O AIRBNB É seguro?

Vou falar aqui de dois tipos de segurança: financeira e pessoal.

Segurança pessoal

Essa primeiro porque é mais importante, sempre!

Bem, existem casos de pessoas que sofreram complicações com o Airbnb, da mesma forma como existem pessoas que se complicaram em hotéis, aplicativos de corridas, entre outros. Entretanto, os anfitriões passam por uma verificação prévia antes de serem aceitos na plataforma. Além disso, é primordial verificar os comentários de quem já se hospedou na acomodação para saber o que as pessoas acharam. Os comentários são legítimos, é preciso ter finalizado uma hospedagem para poder deixa-lo, e você receberá também um comentário e nota do anfitrião sobre como foi te ter como hóspede.

Leia tudo com atenção, verifique o número de estrelas tanto da acomodação quanto do anfitrião. Entrando no perfil dessa pessoa, você pode ler os comentários deixados em todos os imóveis que ela tiver registrado (caso haja mais de um) e também os comentários recebidos na condição de hóspede (caso tenha se hospedado).

Além disso, anfitriões excepcionais são chamados de Superhosts e recebem um selo no perfil para indicar que são exemplos de hospitalidade e experiência positiva. Seus perfis são checados continuamente de forma que o Airbnb possa assegurar a qualidade prometida.

Assim como para reservar qualquer quarto de hotel, verifique com cautela a região da acomodação. Faça uma pesquisa para saber se é uma área segura da cidade. E, claro, preste atenção também nas fotos do local. Parece tudo direitinho? Há aspecto de sujeira? Claro que fotos podem ser editadas ou até mesmo tiradas em momentos que não condizem mais com a realidade, mas se as fotos não demonstram o mínimo de cuidado, não deve ser um lugar lá muito bom, né?

Algumas cidades oferecem a opção Airbnb Plus. Acomodações Plus oferecem conforto extra e são conferidas pessoalmente pela equipe do Airbnb, o que dá pontos a mais no quesito segurança e fidelidade do anúncio.

Por fim, sobre segurança pessoal, procure manter a comunicação dentro da plataforma. Após fazer a reserva, temos acesso ao telefone do anfitrião, mas prefiro manter as conversas dentro do site do que pelo Whatsapp (ao menos até o check-in), a não ser que o assunto seja mais imediato, como avisar que estou chegando. E falando em mensagens fora da plataforma, não faça pagamentos por fora, nem se o dono oferecer um desconto – o que nos leva ao próximo tópico.

Segurança financeira

Apesar de o pagamento ser feito no momento da reserva, o legal do Airbnb é que, independentemente da data da viagem, o valor só é creditado ao anfitrião 24 horas após o check-in. Desta forma, você pode entrar em contato com a empresa se houver algo errado antes do anfitrião receber as diárias. Isso impossibilita um golpe do tipo “paguei por um apartamento, mas o local não existe” (que por vezes acontece com pessoas que alugam diretamente com o dono) pois o anfitrião não receberá se você fizer uma reclamação dessas.

Já falei antes mas vou repetir: nunca, jamais, faça pagamentos fora da plataforma. Pagamentos em dinheiro ou fora do site são uma violação dos Termos de Serviço e não garantem integridade financeira.

Antes de reservar a acomodação, verifique sempre a política de cancelamento. Algumas são flexíveis e permitem cancelar com reembolso até uma data próxima da viagem, outras são mais rigorosas e retêm uma parte do valor após certo tempo.

Em caso de emergência, a equipe global do Airbnb está disponível para atendimento 24 horas por dia, em 11 idiomas.

Minha experiência

Conheci o Airbnb em 2011, quando estava organizando uma viagem para Nova York. Eu tinha alugado um quarto de hotel, mas perto da viagem recebi uma mensagem de que tinha sido cancelada. Preocupada com a proximidade da viagem e com os hotéis lotados por ser alta temporada, fui buscar alternativas e acabei caindo no site do Airbnb.

Na época, o site era todo em inglês e internacional, ou seja, o escritório e assistência no Brasil e em português ainda não existiam. Além disso, não era possível parcelar e havia o acréscimo do IOF por ser uma compra internacional. Hoje, o Airbnb é registrado no Brasil e isso não acontece mais: pode parcelar sim (apesar de com juros) e não há mais cobrança de IOF.

De 2011 até hoje já me hospedei pelo Airbnb diversas vezes, tanto no exterior quanto no Brasil, e todas as experiências foram muito tranquilas. Na maioria das vezes, o anfitrião marcou um horário para me entregar a chave e aproveitou para fazer recomendações de uso e dar dicas do local. Sempre foram muito prestativos e flexíveis quanto a horários de entrada e saída.

Eu realmente gosto da proposta do Airbnb e não tenho do que reclamar. Não acho melhor nem pior do que hotéis, mas sim uma alternativa. Dependendo do local, do número de pessoas viajando, ou do conforto que queremos, hospedar-se por Airbnb é uma ótima pedida.

E você, já ficou em Airbnb? Qual a sua experiência? Tem alguma pergunta? Deixa ali nos comentários 😉

E pra quem nunca utilizou o serviço… um bônus!

Bônus

Aqui vai um presente para quem nunca se hospedou pelo Airbnb: Clica nesse link e ganhe R$130,00 em créditos para utilizar na sua primeira viagem!

Boa viagem!